Saiba o que é a aridez espiritual que é consequência da tibieza ou mornidão.

Nesta aula do curso “Ensina-nos a Orar”, Padre Paulo Ricardo nos ensina o que é a aridez espiritual consequente da tibieza, também conhecida como mornidão. Primeiramente, veremos quais são as verdadeiras causas da aridez, para que saibamos enfrentar esse mal espiritual. Essa aridez pode ter na sua raiz a frouxidão, a tibieza. Se não for combatida, essa tibieza, que a princípio se manifesta de forma muito sutil, pode nos fazer abandonar completamente a fé e os propósitos que assumimos diante de Deus.

Saiba o que é a aridez espiritual que é consequência da tibieza ou mornidão.

Santa Teresa d’Ávila de François Gérard

Quando começamos a ter uma vida de oração, é muito comum que, como principiantes, tenhamos uma série de consolações. Aos poucos, vamos descobrindo que Deus é um Deus vivo e que, realmente neste trato de amizade que é a oração, encontramos um amigo que alimenta e consola o nosso coração. Acontece que, com o tempo, esta parte de consolação espiritual tende a acabar e segue-se um período de aridez.

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As causas e o início da aridez espiritual

Quais são as verdadeiras causas da aridez, para que saibamos como enfrentá-la? Neste artigo, trataremos de uma dessas causas, que é quando entramos num período de aridez espiritual por nossa própria culpa. No início de nosso caminho espiritual, decidimo-nos a ter uma vida de oração, uma vida com Deus e, para ter essa vida de oração, decidimos que teríamos uma vida virtuosa. Optamos pela mortificação, por não ficar dispersos, perdendo em assistir filmes, navegar na internet e tantas outras coisas, para viver uma vida de recolhimento em que nos voltamos para Deus.

Acontece que, depois de um período de muita generosidade, como por exemplo: o Tempo de Quaresma, chegamos no Tempo Pascal dizendo: “ah, mas eu já fiz tanto esforço, não precisa tudo isso”, e começamos a relaxar, a nos permitir dispersão, passatempo. Nos envenenamos com tantas imagens, mesmo que não sejam pecaminosas, mas mundanas. Vamos sendo seduzidos novamente pelo espírito mundano. O que é que há de problemático nisso tudo? O problemático é que o amor-próprio, ou seja, aquela raiz egoísta que estava dentro de nós não tinha morrido, mas estava somente adormecido.

Aridez espiritual ou tibieza?

O homem velho só estava dormindo, mas ele agora está acordado, vivo e sadio. Quando vemos que o homem velho mostra novamente o seu rosto, entramos num período de secura e de aridez, de dispersão. Não conseguimos mais nos concentrar na oração; ficamos distraídos. A oração torna-se uma tortura porque, na verdade, o nosso coração é um campo de batalhas. Queremos ser de Deus, mas não queremos pagar o preço de ser de Deus. Começamos a fazer a oração inicialmente com muita imperfeição e preguiça. Com o tempo, quem sabe começamos a cometer pecados veniais deliberados e, de pecado venial em pecado venial, entramos numa realidade chamada tibieza.

O que é a tibieza? A tibieza é uma mornidão. A palavra “tepidum”, que é a raiz de tibieza em latim, quer dizer “morno”. Nós, que tínhamos o braseiro ardente do amor de Deus, por causa das imperfeições e dos pecados veniais, da mentalidade mundana, arrefecemos, esfriamos o nosso coração. Aos poucos, ficamos cada vez mais voltados para nós mesmos, cada vez mais egoístas. Isso é aquilo que Santa Teresa diz quando somos ainda muito concentrados em nós mesmos.

Assista ou ouça aula do Padre Paulo Ricardo sobre “A aridez proveniente da tibieza”:

As características e as consequências da tibieza

Quando a Reformadora do Carmelo trata das pessoas que são principiantes, que estão no início da caminhada espiritual, ela diz assim, aconselhando os diretores espirituais: “não se preocupem que essa gente não se mata de penitência”. Ou seja, nessa fase ainda estamos muito voltados para nós mesmos, estamos muito apegados à atitude fundamental das doenças espirituais: fugir da dor e buscar o prazer. Nesse estado, só basta um passo para que a roda comece a girar no sentido inverso, ou seja, na direção contrária à vontade de Deus.

Assim, se estamos experimentando uma aridez espiritual, nosso primeiro dever é fazer um exame de consciência. Vejamos se, na verdade, em vez de aridez, o que estamos vivendo mesmo não é a tibieza, se não nos tornamos pessoas mornas, mais ou menos. Vejamos se aquela pessoa que se decidiu pelo caminho de Deus já não está mais aí, e se não começou a negociar com o mundo.

PADRE PAULO RICARDO. As deploráveis Terceiras Moradas.

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