Saiba qual a importância de comungar bem e como viver esse momento de graça em nosso caminho espiritual.

Nesta aula do curso “Ensina-nos a Orar”, Padre Paulo Ricardo nos ensina qual é a importância de comungarmos bem. Em primeiro lugar, descobriremos que há uma graça extraordinária que só temos na comunhão, fazendo desta um momento privilegiado em nossa vida espiritual. Sendo assim, não podemos deixar essa graça passar, mas aproveitá-la ao máximo. Por fim, aprenderemos como viver bem este momento único em nossa vida de oração:

Saiba qual a importância de comungar bem e como viver esse momento de graça em nosso caminho espiritual.

Santo Agostinho de Hipona

Em aulas anteriores, nós falamos sobre a meditação e, no último vídeo, nós apresentamos o pequeno livrinho “Mensis Eucharisticus – Mês Eucatístico”, no qual temos alguns pontos de meditação para a preparação para a comunhão e a ação de graças. Aqui nós então vamos insistir nessa realidade muito importante para aqueles que querem progredir espiritualmente: comungar bem.

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Por que comungar bem?

Precisamos comungar bem porque acontece o seguinte: quando temos uma vida de oração íntima, contamos com a ação da graça do Espírito Santo, que nos une a Jesus Cristo. E é o Cristo quem toca o nosso coração com a Sua graça, para que possamos amar Deus. No entanto, esse toque do Senhor depende da nossa ação, como se diz em teologia: “ex opere operantis”, ou seja, depende da oração que fazemos. Mas, Ele não quis nos deixar assim, tão dependentes de nós mesmos.

Jesus quis nos dar um dom precioso, que são os sacramentos, e de todos os sacramentos, o mais importante é a Eucaristia. Pois, nela está o próprio autor dos sacramentos que é o Cristo. Na Eucaristia, Jesus nos toca fisicamente. Então, na comunhão, temos aquele momento precioso em que “ex opere operato[1], ou seja, automaticamente, independente de uma ação nossa, o Cristo está nos tocando. Nesse momento, Cristo se faz presente como está escrito no Apocalipse: “Eis que Eu estou à porta e bato, quem ouvir a minha voz eu entrarei e cearei com ele” (Ap 3, 20). Este encontro com Jesus é refeição espiritual.

Assista ou ouça aula do Padre Paulo Ricardo sobre “A importância de comungar bem”:

Como receber bem o divino Hóspede de nossas almas?

A Eucaristia é uma refeição espiritual, ela realmente nos dá uma força que vem do alto. Entretanto, não é uma coisa que acontece com eficácia independentemente da minha vontade. Porque o Cristo está realmente “ex opere operato”, com a garantia do sacramento, batendo na nossa porta. Mas, Ele não arromba a porta, ou seja, se nós não quisermos recebê-Lo como hóspede de nossa alma, Ele passará e aí compreendemos aquela famosa frase de Santo Agostinho em latim: “timeo Deum transeuntem – eu tenho medo do Deus que passa”[2].

Deus passa. Passou o momento da graça. Ele veio, estendeu a mão para nós. Ele nos convidou, bateu à nossa porta. Ele quis nos amar e fizemos ouvidos moucos, fingimos que não ouvimos Ele bater. Não é possível comungarmos de forma eficaz sem recolhimento, sem que nos recolhamos durante alguns minutos depois de comungar. Temos na comunhão, enquanto a aparência de pão que está em nosso estômago, o Cristo fisicamente tocando em nós. Até que aquele pão não seja digerido, temos o Cristo conosco.

Ouça aula do Padre Paulo Ricardo com o tema “Para participar com fruto da Santa Missa”:

Como viver bem o momento de ação de graças?

Que desrespeito ter a pessoa que mais nos ama, aquele que é o Autor da sua vida, aquele que é o nosso Deus verdadeiro e nosso Senhor, visitando o nosso coração e estarmos dispersos em bobagens, dispersos em conversas na porta da Igreja ou no pátio. Pior ainda quando não é na porta na Igreja, mas a conversa acontece dentro da própria Igreja e então transformamos as nossas Igrejas num mercado persa.

O Cristo está à porta e bate (cf. Ap 3, 20). Se queremos crescer espiritualmente, comunguemos bem e o mais frequentemente possível. Comunguemos todos os dias, se for possível. Todavia, lembremo-nos de algo muito importante: o Cristo somente estará nos tocando dessa forma se estivermos comungando em estado de graça, ou seja, sem termos cometido um pecado grave desde a última confissão. Façamos isso e veremos um extraordinário progresso espiritual em nossa vida de oração. A Eucaristia é suave. Deus não nos força. Notaremos que depois de comungar bem, durante o dia, teremos mais força para nos entregar, para derramar nosso sangue por amor a Cristo, e amar os irmãos.

Links relacionados:

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PADRE PAULO RICARDO. Projeto Terceira Morada.

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TODO DE MARIA. Padre Paulo Ricardo ensina-nos a orar.

Referência e nota:


[1] A natureza “ex opere operato” dos Sacramentos nos recorda que, embora uma disposição apropriada seja condição necessária para receber a graça nos Sacramentos, não é a causa dessa graça. O que Deus nos oferece nos sacramentos, especialmente na Eucaristia, é um dom gratuito. Nossas disposições interiores, por melhores que sejam, não podem produzir a vida sobrenatural de Deus em nós.

[2] SANTO AGOSTINO. Sermão, 88, 14, 13.

2 Comentários

  1. Olá Natalino! Bom dia! Salve Maria Imaculada!
    Adorei o post, mas tenho uma dúvida… Quanto aos consagrados pelo método de São Luís, como determina praticar este momento de recolhimento pós Comunhão?
    Desde já, agradeço!

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