Direcionamento 47 – Quem está na sala do Cenáculo é  nutrido e avivado.

 

Então, do monte chamado das Oliveiras, voltaram a Jerusalém. A distância é pequena: a de uma caminhada de sábado, Tendo entrado na cidade, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos. (At 1, 12-14)

Essa passagem, tão conhecida de todos nós, fala mais forte a partir de agora, a partir de hoje, pois ela denota o grande acontecimento, de uma poderosa e ainda inimaginável manifestação da Glória entre os Apóstolos que compunham a Igreja primitiva. É isso o que Ele tem separado para você e para todo povo que clama por um Avivamento espiritual.
Em espírito, na mente e no coração, você precisa fazer a caminhada entre o Monte das Oliveiras e a Sala do Cenáculo, uma distância geográfica pequena – apenas um quilômetro – mas, espiritualmente, foi para aqueles homens a distância mais desafiadora que jamais haviam percorrido.

A referida “caminhada de sábado” era uma afronta à Lei judaica. Nada do que estivesse descrito na Lei poderia ser transgredido; curar em dia de sábado, por exemplo, foi uma das afrontas do Mestre (Lc 14, 2). Mas, tomados de intensa decisão, decidiram caminhar no dia proibido. Não é assim com você, que tem clamado por Avivamento?
Quantos se levantaram contra esse nome incluído em sua alma? Quantos questionamentos a respeito dessa palavra, quantos “nãos” e dedos em riste apontados para você, por causa do Avivamento?

Cabe a você decidir e caminhar, mesmo que a passos lentos, em direção ao lugar certo – ou, então, ficar paralisado diante das ameaças.
Os Apóstolos decidiram ir, subir, nove dias antes do cumprimento da promessa; assim deve acontecer comigo e com você hoje, pois hoje precisamos subir. Hoje, você precisa estar na sala do Cenáculo.
Essa sala foi estrategicamente usada pelo Senhor; ela é o espaço escolhido, o mais importante na história do cristianismo. Na sala do Cenáculo os Apóstolos – a Igreja – receberam tudo que há de mais precioso: o Corpo e Sangue de Jesus e o Espírito Santo. Quem está na sala do Cenáculo é nutrido e avivado.

A sala do Cenáculo é o lugar de movimentar lábios, mortificar o corpo e não parar até que o Espírito desça. A sala do Cenáculo é o espaço para quem quer o que vem do alto. Não é lugar de observância, de assistir ao clamo dos outros, para que você seja beneficiado como espectador. Não! Todos precisam clamar.
É lá em cima que teremos visão privilegiada. Do alto, conseguimos enxergar o que os que estão na planície não enxergam. Ele quer lhe dar a visão!

A perseverança em oração lhe dá, como aliada para o cumprimento da promessa, aquela que é a escola da oração e da coragem, Maria Santíssima, que tem como atributo ser a Onipotência suplicante, Ela sobre naquela sala não com temor, mas como quem tem a missão de ser mãe de homens amedrontados.
Quanto crescimento em nove dias, unidos, perseverantes orando incessantemente!
Para que o Avivamento aconteça, precisamos todos querê-lo coma  mesma intensidade. Não há espaços para projetos egoístas e para méritos individuais, não há maior, nem menor. Há um povo que depende do Avivamento, existem nações aguardando a harmonia das almas eleitas.

Aprendendo com quem já está lá

Foi nesse dia, pois, que começou a ressoar a trombeta da pregação evangélica. Desde então, houve a chuva de carisma e rios de bênçãos a irrigar o deserto e a terra árida, a fim de renovar a face da terra. Palavras de fogo, possuidoras de eficácia para iluminar e de força para queimar, despertando o entendimento e consumindo o pecado. (São Leão Magno).

Lectio Divina: Ezequiel 11, 14-21

Veio-me esta palavra do Senhor: Filho de Adão, os habitantes de Jerusalém dizem de teus irmãos, companheiros teus de desterro, e de toda casa de Israel: “Eles se afastaram do Senhor, a nós cabe possuir a terra”. Portanto, dize: Isto diz o Senhor: Certo, eu os levei para povos distantes, os dispersei pelos países e fui para eles um santuário passageiro nos países aonde foram.

Portanto, dize: Isto diz o Senhor: Eu vos reunirei dentre os povos, vos recolherei dos países em que estais dispersos e vos darei a terra de Israel. Entrarão o tirarão dela todos os seus ídolos e abominações. Eu lhes darei um coração íntegro e infundirei neles um coração de carne, para que sigam minhas leis e ponham em prática minhas ordens; serão meu povo e eu serei seu Deus. Mas se o seu coração vai atrás de seus ídolos e abominações, eu lhes darei o que merecem – oráculo do Senhor.

Direcionamento 48 – Deus só celebra em altares limpos.

Ouvir a Deus é o princípio básico inerente aos homens que fazem de sua vida um altar, onde o próprio Deus celebra seus feitos. Santa Teresa de Calcutá desejou ser apenas um lápis nas mãos do Senhor. E o foi! Que história linda e fecunda a Santa Igreja pode ler através dos gestos de Madre Teresa.
Como é bom ser altar onde Ele vai colocando seus paramentos, vai orando com suas toalhas, velas, castiçais, sanguíneo, corporal – é assim p Seu jeito de celebrar em nossa vida. Como é bom ser apenas e tão somente o suporte de tudo que o Bom Deus queira dispor para celebrar!

O Avivamento é o espaço na vida de um povo, de uma nação, que o Espírito sempre quis e finalmente encontrou. Ali ele chega, permanece e celebra.
Você será o altar Dele se o ouvir e aspirar a Ele antes de seus projetos pessoais e sonhos – mesmo aqueles reconhecidamente bons, relacionados à evangelização – para dar trânsito livre a Ele, sem exigências. Você ouvirá a doce pergunta: “Você quer ser o meu altar? Posso celebrar minha vida em você?”.
A partir daí, o Senhor vai incluindo tudo o mais. Tudo provém de sua vontade e necessidade; o Senhor sabe o que é indispensável para celebrar a vida Dele na sua.

O célebre Tomás de Kempis, em sua obra A Imitação de Cristo, aponta um caminho para essa escuta e seus resultados:
Felizes os ouvidos que acolhem as inspirações que Deus murmura e não dão atenção alguma aos murmúrios do mundo! Felizes sobretudo os ouvidos que escutam não as palavras que ressoam externamente, mas a Verdade, que ensina internamente! Felizes os olhos fechados ao exterior, mas atentos ao que se passa no interior! Felizes os que entram em si mesmos e se preparam, exercitando-se cada dia com aplicação, para compreender sempre melhor os segredos do Céu! Felizes os que ardem aos se ocupar de Deus e se afastam de toda confusão desta terra!

Permite que Ele purifique esse altar que é você, que o Espírito Santo destrone os falsos ídolos que estão sobre ele e as quinquilharias que estão sob ele. Sua vida é preciosa demais; Deus só celebra em altares limpos!
Provavelmente você tem o saudável hábito de se colocar diante do altar e participar da Santa Missa, talvez todos os dias. Que graça! Mas é preciso também refletir de forma madura… O Senhor que me acolhe diariamente em Seu altar e me permite comunga-lo tem recebido minha permissão para que Ele também celebre Sua vida em mim?
Sua vida precisa ser uma missa, caro irmão, em que você é o altar e Deus, o celebrante.

Oremos…

Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas do meu corpo.
Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas da minha alma.
Louvo as Chagas e o Sangue do Cordeiro que curam as fraquezas do meu espírito.
Adoro ao Cordeiro de Deus, que derramou Seu Sangue por nós em agonia.
No Seu Sangue há poder para perdoar;
No Seu Sangue há poder para purificar;
No Seu Sangue há poder para salvar;
No Seu Sangue há poder para libertar;
No Seu Sangue há poder para vencer;
No Seu Sangue há poder para renovar;
No Seu Sangue há poder para proteger;
Para aquele que crê no poder do Sangue de Jesus, nada é impossível.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que cobre todos os meus pecados, para que não mais sejam vistos.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que cobre todos os meus pecados e me torna alvo como a neve.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que tem o poder de me libertar de todas as minhas correntes e da escravidão do pecado.
Louvo o Sangue do Cordeiro, que é mais forte que o meu próprio sangue, infestado de pecado, e que me transforma à imagem de Deus.
Louvo o Sangue do Cordeiro, em que há vitória sobre todos os poderes que querem me oprimir, sobre todo o poder do inimigo.
Louvo o Sangue do Cordeiro que me protege das astutas investidas do inimigo.
Louvo o Sangue do Cordeiro que me prepara as vestes nupciais.
Louvo o Sangue do Cordeiro que faz novas todas as coisas.

Aleluia! Amém!

Lectio Divina: Genesis 22, 1-19

Depois desses acontecimentos, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão!”. Ele respondeu: “Aqui estou!”. Deus lhe disse: “Pega teu filho único, teu querido Isaac, vai ao país de Moriá, e ai o oferecerás em sacrifício num dos montes que eu te indicarei”.
Abraão madrugou, selou o asno, e levou dois criados e seu filho Isaac; cortou lenha para o sacrifício e encaminhou-se para o lugar que Deus lhe havia indicado.
No terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e avistou o lugar ao longe: Abraão disse a seus criados: “ficais aqui com o asno, eu e o menino iremos até lá para adorar a Deus, e depois voltaremos a vós”.

Abraão pegou a lenha para o holocausto, colocou-a sobre seu filhos Isaac; e ele levava o fogo e a faca. Os dois caminhavam juntos. Isaac disse a seu pai Abraão: “Pai”. Ele respondeu: “Aqui estou, meu filho”. O menino disse: “Temos fogo e lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”. Abraão lhe respondeu: “Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E continuaram caminhando juntos.
Quando chegaram ao lugar de que Deus lhe falara, Abraão ergueu aí um altar e pôs a lenha por cima. Depois, amarrou seu filho Isaac e o pôs sobre o altar, em cima da lenha. Então Abraão pegou a faca para degolar seu filho; mas o anjo do Senhor lhe gritou do céu: “Abraão! Abraão!”. Ele respondeu: Aqui estou. Deus lhe ordenou: “Não estendas a mão contra teu filho, nem lhes faça nada. Já comprovei que respeitas a Deus, porque não me negaste teu filho, teu filho único.

Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro enroscado pelos chifres nos arbustos. Abraão se aproximou, pegou o carneiro e o ofereceu em sacrifício em lugar de seu filho. Abraão deu a esse lugar o nome de “O Senhor providencia”; por isso ainda hoje se diz: “O monte onde o Senhor providencia”.
Do céu, o anjo do Senhor tornou a gritar a Abraão: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor – por teres agido assim, por não teres poupado teu filho, teu único filho, eu te abençoarei, multiplicarei teus descendentes conquistarão as cidades de seus inimigos. Todos os povos do mundo serão abençoados nomeando a tua descendência, porque me obedeceste”.
Abraão voltou a seus criados, e juntos se puseram a caminho de Bersabeia. Abraão ficou vivendo em Bersabeia.

Direcionamento 49 – Quem pouco recorre ao Senhor possui poucos recursos no combate

Para cada tempestade que o visita, já está separado um tempo de bonança. Então, invista louvor na tempestade pelo tempo de bonança. Isso se chama confiança inabalável no Senhor.
Em 22 de fevereiro  de 1931 – portanto, mais de oitenta anos atrás – Jesus pediu a Santa Faustina que pintasse o quadro da Divina Misericórdia e que escreve, abaixo da imagem, a frase: “Jesus, eu confio em Vós”.

Como exerceremos essa confiança? Justamente no tempo mais desfavorável, no período da prova, pois na bonança somos convidados a elevar gratidão. Quantos homens e mulheres que, mesmo sendo capazes de suportar os combates da vida cristã, não foram audaciosos na confiança em Jesus! Ele os chamou para o combate; Ele os sustenta no combate. Aqueles que pouco recorrem ao Senhor Todo-poderoso possuem poucos recursos no combate.

Gideão, um homem militar, experiente no combate, tinha diante dele 22 mil homens; porém, os recursos do Senhor não estavam naquele grandioso número, e sim preparados para as mãos de apenas trezentos homens (Jz 7). O que diferenciou Gideão e o fez receber o protocolo da vitória foi escutar atentamente as instruções do Senhor. Quanto mais soldados iam sendo dispensados, maior era a disponibilidade dos recursos do Céu. Santo mistério!

 

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Direcionamento 46 – Deus nos quer por inteiro.

 

No Direcionamento anterior, o Espírito nos convidou a adentrar nosso coração, conferir os espaços que ainda não são ocupados por Ele e esgotar todo mal afetivo e emocional que o habitava – isso porque Deus nos quer por inteiro.
A apóstola do Espírito Santo, Beata Elena Guerra, traz num escrito um precioso ensinamento:
Felizes os filhos da Igreja Católica que, querendo, têm sempre Deus consigo! Mas toda essa felicidade é desconhecida e negligenciada porque muitos cristãos, em vez de Deus, buscam aquilo que agrada ao mundo e ao amor próprio.

Em sus história de vida, nem que seja por um breve momento, você já deve ter sofrido esse prejuízo: mesmo com morada celestial garantida, agora para agradar ao mundo e seus anseios naturais, desperdiçando o essencial e eterno e concentrando toda sua força naquilo que se perde e se deteriora. Mas você teve a chance de se recuperar e assim o fez. Glória a Deus por isso!
O mais interessante é que, desde o seu nascimento – e você nasceu por desígnio do Senhor – há uma verdade absoluta a seu respeito: mesmo quando você decidiu andar por caminhos tortuosos, o seu objetivo era a tão excitante felicidade. Ou seja, a meta sempre esteve certa, o caminho percorrido é que estava errado.

O Apóstolo Paulo, homem do Avivamento o Novo Testamento, atesta aos Romanos: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).
Quando você percorre o caminho errado, ou você volta à trilha correta, ou quem está certo entra no seu caminho para resgatá-lo e reconduzi-lo ao rumo da perfeição. Se sua própria consciência não o impeliu a voltar ao bom caminho, saiba que Jesus preferiu não esperar você e, expressando u exagero de amor, decidiu entrar no mesmo percurso que o seu. Lá, encontrou você perdido, cego, faminto e exalando o odor do pecado. Ele, então, tomou você com todo apreço e misericórdia e o tirou de lá. O “onde” abundou o pecado não é um lugar, é uma pessoa: você.

Somente no caminho correto, o caminho da perfeição cristã, é que lhe será entregue o que há de melhor, preparado pelo Pai e pelo Filho no Espírito. Uma das entregas é o “maná escondido separado ao vencedor” (Ap 2, 17). Esse maná está nas mãos do Pai, disponível aos valentes do Avivamento – homens e mulheres que procuram com todo esmero agradar ao Espírito no que fazem e, principalmente, na maneira como vivem!
Você já é digno desse maná?

Um alimento escondido só pode ser descoberto com auxílio de alguém. No seu tempo de infância, você já deve ter vivido a experiência em que seu pai ou mãe escondeu aquele doce de que você tanto gosta e que não estava mais ali naquele armário, naquela gaveta; isso provavelmente gerou em você muita ansiedade e questionamento: “Ué, cadê o doce? Ele estava aqui…”. Lembra-se?
No caso do maná, ele está escondido da mesma forma; só o Senhor é quem lhe pode revelar. É preciso ir até Ele e convencê-Lo a entregá-lo a você. Resta saber se é a hora, e se você está apto.

Lectio Divina: João 6, 28-58

Perguntaram-lhe: “O que devemos fazer para trabalhar nas obras de Deus?”. Jesus lhes respondeu: “A obra de Deus consiste em que creiais naquele que Ele enviou”. Disseram-lhe: “Que sinal fazes para que vejamos e creiamos?” Em que trabalha? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: ‘Deu-lhes a comer o pão do céu'”.
Respondeu-lhes Jesus: “Eu vos asseguro que não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; é meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. O pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.
Disseram-lhe: “Senhor, dá-nos sempre deste pão”. Jesus lhes respondeu: “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não sofrerá fome, aquele que crê em mim não passará sede. Contudo, eu vos disse que, ainda quem me tenhas visto, não credes. Aqueles que o Pai me confiou virão a mim, e aquele que vier a mim, não o lançarei fora, porque não desci do céu para fazer a minha vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que me confiou, mas os ressuscite no último dia. Porque esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que contempla o Filho e crê nele, tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.

Os judeus murmuravam porque havia dito que ele era o pão descido do céu, e diziam: “Este não é Jesus, o filho de José? Nós conhecemos seu pais e sua mãe. Como diz que desceu do céu?”
Jesus lhes disse: “Não murmurei entre vós. Ninguém pode vir de mim, se o Pai que me enviou não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. Os profetas escreveram que todos serão discípulos de Deus. Quem escuta o pai e aprende, virá a mim. Não que alguém tenha visto o Pai. Somente aquele que está voltando para Deus é que viu o Pai. Eu vos asseguro que quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que quem o comer não morra. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá sempre. O pão que eu dou para a vida do mundo é a minha carne”.

Os judeus começaram a discutir: “Como pode este dar-nos de comer sua carne?”. Jesus lhes respondeu: “Asseguro-vos que, se não comerdes a carne e não beberdes o sangue deste Homem, não tereis vida em vós. Quem comer minha carne e beber o meu sangue terá a vida em vós. Quem comer minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer minha carne e beber o meu sangue habitará em mim e eu nele. Como o Pai que vive me enviou e eu vivo pelo Pai, assim quem me tomar como alimento viverá por mim, Este é o pão descido do céu, e não é como o que vossos pais comeram e morreram. Quem come este pão viverá sempre”.

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Direcionamento 45 – O profeta não morre antes do tempo e a promessa só é entregue a seu tempo.

Existem promessas sobre a sua vida. No decurso de sua história, o Senhor vem avaliando e as vai liberando, à medida que Ele percebe que você está apto para vivê-las. A promessa não depende só de você, ela é uma concessão do Céu sobre o que estão determinados por Ele mesmo para as receberem.
Consulte a sua memória e veja quais são as promessas que o Senhor revelou sobre sua vida. Qual foi a sua reação quando você soube que o Senhor separou uma promessa a você? O coração se revigora nas promessas.
A promessa é uma garantia da ação de Deus na vida do homem; a sua maneira de contribuir para a concretização da promessa é concentrar sua vida nos lábios de Deus. A qualquer momento Ele irá lhe dizer: “Chegou o tempo!”.

Quanto tempo leva para a realização de uma promessa de Deus? Essa é uma pergunta intrigante, com toda certeza. Você, sabedor das promessas que Ele já lhe revelou, deita-se e acorda todos os dias querendo saber: “É hoje, Senhor?”.
O correto não é desejar saber quando ela se realizará. O primeiro passo para o cumprimento da promessa não é perguntar em quanto tempo ela lhe será entregue, mas discernir quanto tempo Deus levará para chegar em sua vida e quanto tempo você está disposto a conviver com Ele sem importuná-Lo, sem receber a tão esperada promessa. Ele é o libertador, mas pouco adianta ter promessa sem estar junto Daquele que liberta.

Vamos buscar um referencial nas Sagradas Escrituras:
Quando Abrão completou noventa e nove anos, o Senhor lhe apareceu e lhe disse: “Eu sou El Shaddai, anda na minha presença e sê perfeito. Eu instituo minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei extremamente”. E Deus lhe falou assim: “Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás pai de uma multidão de nações. E não mais te chamarás Abrão, mas teu nome será Abraão, pois eu te faço pai de uma multidão de nações”. (Gn 17, 1-5)

Pautamos nossa vida de modo que Deus dê a última palavra e nossa história. Mas, ao mesmo tempo, é preciso ir cuidando do templo do Espírito, que é o nosso corpo (1 Cor 3, 16). Saímos de uma condição de imortalidade, a partir de nossos primeiros pais, Adão e Eva, para a condição de eternidade, precedida pela morte natural.
Veja quanto tempo Deus levou para revelar a magnitude da promessa sobre Abrão, um homem temente e íntegro. Há um fato curioso no texto bíblico. Repare:
– A promessa: tornar-se pai de muitas nações.
– A condição: andar na presença do Senhor e ser perfeito.
Eis o grande detalhe: Abrão já estava com noventa e nove anos, e o Senhor é resoluto com ele: pode perfeição àquela altura da vida daquele homem. Quais seriam as perspectivas para ele com tal idade? Quais serão para mim, para você, se chegarmos a ela?

Recue uma página da Bíblia e você verá o mesmo Senhor que promete a Abrão a paternidade das nações dizer a ele, logo após a entrega dos dízimos ao rei de Sodoma, Melquisedec: “Não temas, Abrão! Eu sou  teu escudo, tua recompensa será muito grande” (Gn 15, 1).
O profeta não morre antes do tempo e a promessa só é entregue a seu tempo. Talvez existam promessas que o Senhor ainda não concretizou em sua vida, que ainda não estão sendo vividas, pois falta o Senhor receber de você uma confiança maior, um empenho maior. Talvez haja questões de cunho interior que ainda não agradam o libertador da promessa e, por isso, ela ficará retida no Céu até Ele endireitar você.

Será que não é necessário Deus “mudar” o seu nome e mexer no registro da sua vida, para que seus olhos vejam o que Ele separou para você?
Quando Deus acrescenta ou tira algo, por vezes isso provoca dores.
É tempo de, com o auxílio do Espírito, rememorar as promessas a seu respeito e permitir que o Senhor passe em revista, desobstruindo o que o tem impedido de ser mais pleno para o cumprimento da promessa, Clame ao Senhor que lhe dê têmpera!

Lectio Divina: Atos dos Apóstolos 2, 37-41

O que ouviram lhe tocou o coração, e disseram a Pedro e aos outros Apóstolos: “O que devemos fazer, irmãos?”. Pedro lhe respondeu: “Arrependei-vos e batizai-vos, cada qual invocando o nome de Jesus Cristo, para que sejam perdoados os vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa vale para vós e vossos filhos e para os distantes, a quem o Senhor nosso Deus chama”.
Com muitas outras razões os conjurava e exortava, dizendo: “Salvai-vos, afastando-vos desta geração pervertida”. Os que aceitaram as palavras dele se batizaram, e nesse dia umas três mil pessoas se incorporaram.

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Direcionamento 43 – O tempo de buscá-lo e reencontrá-lo é agora!

Todas as vezes em que rezamos o santo terço, de modo especial o quinto mistério gozoso, meditamos a perda e o encontro do Menino Jesus no templo, entre os doutores. Esse acontecimento trouxe grandes angústias à Virgem Maria e ao justo José. A prioridade do casal era o cuidado ininterrupto daquele que veio como luz e salvação dos homens. E eles o perderam de vista.
Tal perda, que gerou desespero no casal, só foi encerrada após três dias de intensa procura. Os pais receberam o conforto e a devolução da segurança quando se depararam com o menino entre os doutores da Lei, ensinando com maestria aqueles que detinham alto grau de conhecimento. Os magistrados estavam estupefatos com a capacidade daquele garoto – um verdadeiro prodígio na fala.

Não considerando o fato de ensino, mas apegando-se à perda angustiante, podemos reparar o que sentiram a Virgem Maria e São José. Quantos homens e mulheres “perderam” Jesus há tanto tempo e não se angustiaram, não sentem remorso algum; a perda não lhes causa tristeza nem angústia. Eles perderam o Caminho, a Verdade e a Vida, e não se deram conta disso: estão anestesiados, preencheram a perda com algo insignificante e têm se entretido de forma tão enganosa.
Desde a primeira hora, a perda do Emanuel gerou desespero. Quantas pessoas você conhece que há anos não participam mais da Santa Missa, não meditam mais a Palavra, não rezam mais o santo terço, não mais se confessam?

O mundo perdeu Jesus e não se deu conta – acabou se conformando com a perda.
O Avivamento espiritual que tanto almejamos visa despertar o desejo de que os homens voltem a procurá-lo novamente, dessa vez com mais pressa ainda. Um banho nas águas do Santo Espírito vai lavar a consciência corrompida dos homens e reativar dentro delas a profecia de Isaías:
Buscai o Senhor enquanto Ele se deixa encontrar, invocai-O enquanto Ele se deixa encontrar. (Is 55, 6)

Quantas vezes você O perdeu e não se desesperou?
Quantas situações lhe atingiram e lhe distraíram, fizeram-no perder o Senhor de vista e, mesmo assim, você não foi capaz de parar imediatamente o que fazia para procurar o seu bem mais precioso?
Quando se perde o Senhor, quando se perde a intimidade com Ele e não gera esse desespero no coração, quando isso não lhe tira o sono, você precisa de um Avivamento espiritual imediatamente!

São tantas as situações que o convidam a distração, tantas as ofertas desse mundo secularizado que desejam prendê-lo (se é que você já não está preso), enfim, são muitos os recursos modernos do mundo que lhe roubam daquele extraordinário encontro com o Salvador. Em pleno mundo contemporâneo, somos parte da geração mais avançada em termos tecnológicos mas que é, ao mesmo tempo, a geração mais distante de Deus.
Nos descuidamos e O perdemos de vista; nós O perdemos e não nos preocupamos mais – isso sim, precisamos considerar desesperador!

É tempo de despertar, é tempo de procurá-Lo com toda intensidade, de perder o sono enquanto Ele não é encontrado, de sair nas madrugadas em forma de oração e dizer: “Onde estás, Meu Senhor?”.
O tempo de buscá-Lo e reencontrá-Lo é agora!
E, quando encontrá-Lo, faça muita festa, na mesma proporção da festa que o Pai misericordioso fez ao receber o filho pródigo. Anuncie, grite: “Eu O encontrei, o meu Senhor, encontrei-O de novo, e a partir de agora não vou mais descuidar, não mais permitirei que Ele se afaste de mim”.

Lectio Divina: 1 Reis 19, 1-18

Acab contou a Jezabel o que Elias fizera, como passara os profetas a fio de espada. Então Jezabel mandou este recado a Elias: “Que os deuses me castiguem se amanhã, a estas horas; não faço contigo o mesmo que fizestes para cada um deles”.
Elias temeu e se pôs a caminho para salvar a vida. Chegou a Bersabeia de Judá, deixando aí seu servo. Continuou pelo deserto uma jornada de caminho e no fim sentou-se sob uma retama, desejando a morte: “Basta, Senhor! Tira-me a vida, pois não valho mais que meus pais!”. Deitou-se sob a retama e dormiu. Mas um anjo o tocou e lhe disse: “Levanta-te e come!”.

Elias olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras e uma jarra de água. Comeu, bebeu e tornou a deitar. Mas o anjo do Senhor voltou a tocá-lo, dizendo: “Levante-te e come! O caminho é superior às tuas forças”.
Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, caminhou quarenta dias e quarenta noite até o Horeb, o monte de Deus. Aí entrou numa caverna, onde passou a noite, E o Senhor dirigiu-lhe a palavra: “O que fazes aqui, Elias?”.
Respondeu: “O zelo pelo Senhor Deus dos exércitos me consome, pois os israelitas abandonaram tua aliança, derrubaram teus altares e assinaram teus profetas; fiquei somente eu, e me procuram para matar-me”.

O Senhor lhe disse: “Sai e fica de pé no monte diante do Senhor. O Senhor vai passar!”. Veio um furacão tão violento que despedaçava os montes e quebrava os rochedos diante do Senhor; mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento veio um terremoto; mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto veio um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo  ouviu-se uma brisa suave; ao senti-la, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e ficou de pé à entrada da caverna. Então ouviu uma voz que lhe dizia: “O que fazes aqui, Elias?”.
Respondeu: “O zelo pelo Senhor Deus dos exércitos me consome, pois os israelitas abandonaram tua aliança, derrubaram teus altares e assassinaram teus profetas; fiquei somente eu, e me procuraram para matar-me”. O Senhor lhe disse: “Retorna o teu caminho em direção ao deserto de Damasco e, quando chegares, unge Hazael como rei da Síria; Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel, e Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta e teu sucessor. Aquele que escapar da espada de Hazael, Jeú o matará; aquele que escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará. Mas eu reservei para mim sete mil homens em Israel: os joelhos que não se dobraram diante de Baal, os lábios que não o beijaram”.

Direcionamento 44 – O Céu sempre é objetivo conosco.

Um coração governado pelo Espírito Santo é livre e, ao mesmo tempo, habilitado para vencer as armadilhas do demônio e resistir às ofertas do mundo.
A partir dessa submissão ao Santo Espírito, tornou-se tal coração impregnado de Sabedoria e de temor. Ele entendeu com eficiência as diretrizes do Salmo 110, 10:
O princípio da sabedoria é temer ao Senhor, todos os que o praticam têm bom senso. Seu louvor permanece para sempre.

Homens e mulheres espirituais consagram seu coração ao Espírito e ele, em sua majestade, sabe domá-lo como ninguém. Um coração dominado pelo Senhor não aceita algumas máximas do mundanismo, tais como: “Coração é terra onde ninguém é dono”.
Quantos homens e mulheres, filhos da Igreja, não permitiram que seus corações passassem por um tratamento minucioso que o Espírito Santo sempre quis ofertar e, mesmo na Igreja, continuam machucados, chagados e acumulando fracasso atrás de fracasso. É p grupo dos que confiam o seu coração a homens, e não ao Espírito.

O Senhor tem vasculhado a terra, tem percorrido essa nação à procura de corações segundo a Sua vontade. Onde estão os(as) novos(as) “Moisés”, “Noés”, “Davis”, “Anas”, “Déboras”, Franciscos de Assis”, “Agostinhos”?
E você, nessa geração, seria um deles?
O Avivamento faz uso de corações inteiros para o Senhor; Ele quer totalidade, e não “fatias”. Deus pleno em um coração muda uma cidade, um país, e estabelece Seu reinado com propriedade.
Mas, sinto lhe informar: se há espeços em seu coração – por menores que sejam – que o Senhor não pôde ainda ocupar, significa que Ele ainda não se tornou o seu Senhor. O ritmo do avanço do Reino dos Céus em seu interior não depende de Deus, mas de você, da sua força de decisão.
Um caso típido da intensidade da decisão por parte do homem aconteceu com o coletor de impostos Levi:
Ao passar, viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me”. Ele se levantou e O seguiu. (Mt 2, 14)

Você viu? Que eloquência na pregação do Mestre! Que pequena fração de segundo Ele deve ter levado para dizer: “Segue-me”. E quantos segundos foram necessários para Levi ficar de pé e começar sua caminhada apostólica?
O Céu sempre é objetivo conosco; Deus não perde tempo, seu chamado é sempre coerente. Nossa resposta é que, muitas vezes, carece de coerência. Que o seu coração entregue hoje o que ainda não está sob o domínio do Espírito Santo, e os frutos virão a seu tempo. Entregue seu coração sem exigências, não assine “permutas”. Adormeça-o nas mãos do Salvador e Ele saberá como regê-lo.

Lectio Divina: Sabedoria 13, 1-9

Eram naturalmente vãos todos os homens que ignoravam Deus, e foram incapazes de conhecer aquele que é, a partir das coisas boas que estão à vista, e olhando suas obras não reconheceram o artífice, mas tiveram como deuses o fogo, o vento, o ar leve, as órbitas astrais, a água impetuosa, os luzeiros celestes, regedores do mundo.
Se, fascinados por sua formosura, os consideram deuses, saibam quanto seu Dono os supera, pois o autor da beleza os criou; e se o poder e atividade dele os assombram, calculem quanto mais poderoso é quem os fez; pois, pela grandeza e beleza das criaturas, descobre-se por analogia aquele que lhes deu o seu ser.
Contudo, a esses pouco se lhes pode lançar em rosto, pois talvez andem extraviados buscando a Deus e querendo encontrá-lo; os subjuga, porque é belo o que veem. Mas sem sequer estes são perdoáveis, porque se conseguiram saber tanto a ponto de serem capazes de averiguar o princípio do cosmo, como não encontraram, com maior razão, o seu Dono?

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