Eu sou fruto do Batismo no Espírito. No ano de 1996, tive minha experiência de efusão no Espírito em retiro na cidade de Vinhedo junto a Comunidade Jesus te Ama de Campinas. Ali minha vida mudou. Encontrei o meu tesouro e decidi-me deixar tudo para ser do Senhor. O meu sacerdócio, a minha missão é fruto do Espírito. Daquele dia em que o Céu tocou minha alma.

Assim, Anseio e rezo para que todo meu povo possa fazer esta mesma experiência com o Espírito Santo que mudou minha vida e despertou minha vocação ao sacerdócio.

Não nego minhas origens: Sou fruto da Renovação Carismática Católica.

 

Fraternalmente,

 

Forte abraço!

 

Até a próxima.

 

 

Momento de um profundo significado histórico para a Igreja de Moçambique e também para a história da pátria, pois depois de 43 anos voltou-se a celebrar-se uma Santa Missa na capela reabilitada do antigo Seminário São João de Brito de Zobué.

Passaram por este seminário os primeiros bispos moçambicanos, muitos padres, muitas figuras públicas de profunda importância para o país e até alguns presidentes da República foram seminaristas neste seminário. Assim, a importância do momento vivido em um lugar tão importante para Moçambique. 

Hoje o Antigo Seminário se encontra em ruínas consequências dos tempos de guerra colonial e do tempo de guerra civil. Logo após a independência do país, muitos prédios particulares e da Igreja foram nacionalizados. O Seminário foi transformado em centro de formação de professores. Mas apenas um ano após a independência começou uma guerra civil que deixou milhões de mortos. A região onde está o antigo seminário de Zóbuè foi uma zona de forte combate, aqueles que estavam no Seminário de Zóbuè – então centro de formação – tiveram que fugir.

Desde desta época o espaço ficou abandonado, sendo devolvido após o acordo de paz entre os dois partidos políticos que promoveram 16 anos de guerra. Depois de devolvido para Diocese pouca coisa se fez pelo espaço que se deteriorou mais ainda com o passar dos anos, ficando em uma completa ruína.

Mas com a chegada do nosso Bispo Dom Diamantino Antunes existe o esforço de resgatar o lugar, se não restaurar tudo, transformar e reabilitar o que for possível para transformar-se em memorial histórico para Igreja de Moçambique.

Assim, com o esforço da Diocese, fiéis católicos de Zóbuè e de benfeitores conseguiu-se limpar todo o terreno e reabilitar a capela. E neste domingo fizemos uma bonita festa para comunidade de Mwezi que volta depois de 43 anos a celebrar em sua capela.

Deus abençoe a todos.

 

Forte abraço!

 

Até a próxima!

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Canção Nova/Moçambique

Nas quartas-feiras fazemos um trabalho de visita para as famílias de nossa paróquia. Cada semana visitamos um núcleo paroquial. A Vila de Zobué, na verdade podemos dizer que é uma cidade que tem pelo menos 30 mil habitantes na área urbana. Um Núcleo Paroquial pode se comparar no Brasil as nossas pequenas comunidades eclesiais localizadas nos bairros das cidades.

Na sede urbana da Vila de Zobué temos cinco núcleos eclesiais – fora as 36 comunidades rurais. Os núcleos visitamos as quartas-feiras.

O Bispo pediu-nos que visitássemos todas as famílias católicas da paróquia de começo na parte urbana. Desta maneira, nós temos ido aos bairros, visitados e rezado pelas famílias, abençoamos as casas e incentivamos as famílias perseverar na fé, como também a catequese dos filhos.

Sempre saímos em procissão com os membros dos núcleos. A Cruz processional a frente, o povo cantando e o padre paramentado com os acólitos atrás. Só a procissão já é um lindo sinal de evangelização na Vila de Zobué, pois podemos saudar e abençoar as pessoas que encontramos pelo caminho, seja católico ou não.

Sempre encerramos a nossa visita com a Santa Missa na capela do núcleo. É continuamente uma experiência que dá um profundo sentido do que é ser “Igreja em Saída”.

Nesta quarta-feira fomos ao Núcleo Santa Cecília, bem próximo a parte urbana, mas já em uma área rural. Visitamos somente algumas casas, pois as distâncias eram enormes e em verdade passamos por três aldeias visitando as casas e abençoando o povo. Terminamos com a Missa que sempre é um sinal que Deus se manifesta na simplicidade. A generosidade e o carinho do povo nos constrangem.  

 

Forte abraço,

 

Até a próxima

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova /Moçambique

Missão em Lizinje, uma das nossas comunidades mais distantes e de mais difícil acesso da paróquia. Esta aldeia está localizada a 75 km da comunidade, porém 36 km segue por estradas extremamente difícil, acessíveis somente com carro grande com tração ou moto.

Eu, Cauany Marcondes, Sr. Sebastião, o jovem Domingos e o motorista Paulo saímos por volta da 6h30 da casa paroquial. Demoramos quase cinco horas e meia de viagem para chegar à comunidade de Santa Teresa de Lizinje.

Passamos por muitos riachos, trilhas de pedras soltas, muita areia, mas tudo valeu a pena, uma natureza exuberante e de um povo maravilhoso.

Depois de mais de cinco horas de estrada. Chegamos a comunidade de Lizinje, com uma calorosa recepção com canto e alegria.

A Cauany se encarregou de educar e cuidar das crianças – algumas crianças pegaram em um lápis pela primeira vez. Eu atendi as confissões. O Sr. Sebastião – animador paroquial – cuidou de preencher as fichas para os Batismos.

Depois começamos a celebração com muita alegria e disposição, apesar do forte calor desta época. Uma linda celebração para este povo que esperava o povo há um ano. Na celebração tivemos 06 batismos e Primeiras Comunhões. Concluímos a celebração, como sempre almoçamos na comunidade: arroz, um refogado de folha de abobora, xima e galinha – comida maravilhosa.

Tivemos que nos despedir do povo já pelas 15h30 para enfrentar o caminho ainda de dia. Mas escureceu cedo por causa das montanhas. Apesar da noite a viagem transcorreu bem e depois de quase 5h chegamos ao Zobué, muito felizes e realizados pela missão cumprida.

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova /Moçambique

Neste sábado saí com a Cauany Marcondes – voluntária salesiana – para fazer missão na região montanhosa de Nkondezi na Aldeia de Chiziro.

Saímos por volta da 7h da manhã com o carro velho que um missionário italiano deixou aqui no Zobué por motivo de obras na paróquia. Seguimos até a Casa Religiosa das Irmãs Mercedárias, 30 km de Zobué, para pegarmos uma irmã e seguir para aldeia. Ao chegar lá encontramos padre Ângelo, salesiano, atual administrador paroquial, que também estava rumo a outra aldeia naquela zona pastoral.

Ali nos alertaram que aquele carro do qual estávamos não chegaria conseguiria chegar a aldeia. Esta aldeia de Chiziro está localizada a uns 15 a 20 km – da boa estrada asfaltada que leva a Ângonia. Portanto, não tão distante como a outra que fomos na semana passada na aldeia de Mutche. Mas o percurso de 20 km até a aldeia é de terra com muitas erosões e grandes pedras a se superar. O padre Ângelo nos cedeu o seu carro, que é maior e em melhores condições, e ele ficou com o nosso “carango”, porque a comunidade da qual iria estava ao lado da estrada de asfalto.

Seguimos para Aldeia, conosco foi ainda uma freira mercedária e os animadores da comunidade. E realmente nos deparemos com a estrada muito ruim, fomos com muito cuidado, pois tivemos que passar por terreno de “Rally” com erosões e com pedras enormes do qual o carro tinha que escalar para seguir a estrada. Depois de mais ou menos uma hora de viagem chegamos a Comunidade Santa Maria Gorete. O povo como sempre é um espetáculo de acolhida, esperando hospitaleiramente para nos saudar com canto e danças de boas vindas.

Apresentamo-nos e saudamos a todos. Mas demoramos ainda um bom tempo para começar a Santa Missa, porque tínhamos Batismos de crianças e adultos e também Matrimônios, assim antes devíamos preencher os livros dos sacramentos. Enquanto isso a Cauany e a freira brincavam e animavam as muitas crianças.

 

Começamos a nossa Santa Missa. As crianças que seriam batizadas e os dois casais apostos em seus lugares. A austera capela feita de galhos e palhas repleta de fiéis e muita gente do lado de fora. Como sempre um grupo Coral que toca o mais profundo da alma, cantando com alma, com o coração. Incrível é que são todos simples camponeses que nunca tiveram aulas de canto nunca frequentaram os mais famosos conservatórios, mas cantam e louvam a Deus de coração. Realmente eles vivem essa frase de Santo Agostinho de que “quem canta reza duas vezes”.

A celebração muito simples, nada de Missa Afro, tudo conforme o Missal Romana, do Sinal da Cruz a benção final, com a aspectos culturais totalmente aprovado pela Conferência e pela Santa Sé. Assim, é claro que o padre esforçou-se para celebrar na língua chewa, louvado seja Deus pelo Concílio Vaticano II, que nos permitiu celebrar na língua nativa. A celebração seguiu por algumas horas com muita alegria junto com os batismos e matrimônios. Concluímos a Missa e ainda ficamos para o almoço – Xima e frango – antes de partimos de volta para casa.

Despedimos do povo e pegamos a mesma estrada ruim para chegar a casa das Irmãs Mercedárias, deixar a freira e os animadores e seguir eu e Cauany para nossa casa no Zobué.

Deixo aqui para vocês mais um pouquinho de nossa ação missionária aos fins de semana em Moçambique.

 

Forte abraço,

 

Até a próxima

 

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova /Moçambique

 

Continuação da partilha da missão em Mutche e Khokwe (parte 2)

Saímos de Mutche nas montanhas e fomos para uma região mais baixa, que lembra o sertão do nordeste do Brasil, para Aldeia de Khokwe. Ainda de moto, mas já a noite e sem enxergar muita coisa, pois o farol da moto era bem fraco, por vezes, alguns “animais não identificáveis” passavam pela estrada a frente da moto. Mas, depois de uma hora e trinta chegamos a Khokwe.

Que coisa linda a uns 500 metros da comunidade o povo já estava nos esperando no escuro, cantando e acolhendo com muita alegria a chegada do padre. Nós celebraríamos somente no domingo de manhã, mas chegamos para dormir na aldeia. Ali jantamos e convivemos com o povo já vindo de várias aldeias na região de Khokwe, alguns me disseram que caminharam mais de três horas. Pelas 21h foram todos dormir. Dormimos todos na terra mesmo em uma esteira. A capela ainda em construção aberta e sem teto, a nossa luz era a lua e a estrela. Nunca dormir tão bem em minha vida.

Acordamos bem cedo para preparativos finais dos Batismos, Matrimônio e Primeiras Comunhões. O povo se vestindo e se ajeitando com aquilo que tinha de melhor. As 8h da manhã começamos a celebração e terminamos ao meio-dia. Tudo muito lindo! Como sempre com muita alegria e bem celebrado pelo povo de Deus.

Depois da Missa confraternizamos com o povo com o almoço, dispensamos o povo no qual muitos caminhariam horas até suas palhotas e também nós pelas 13h da tarde seguimos viagem de retorno a Zobué.

Seguimos mais uma vez de motocicleta, como sempre três na moto, mas agora tinha ainda o ofertório da Missa e o galo que ganhei. No meio do caminho, a motoca não aguentou o tranco e depois de uma hora e meia de viagem avariou.

Por Providência caminhamos somente alguns minutos para encontrar uma aldeia. Ali o nosso animador foi pedir ajuda ao régulo – chefe da aldeia -, depois de alguns longos minutos de negociação, cedeu-nos a sua moto para levar-nos de volta ao rio Nkondezi, mais uma hora de moto dali.

Seguimos até o rio e pegamos a canoa para atravessá-lo de volta. Observação.: O Rio Nkondezi tem crocodilos e hipopótamos, mas graças a Deus não vimos nenhum rsrs…

Subimos até a casa do catequista de Samoa onde deixamos o carango. Pegamos o carro e seguimos de volta a nossa paróquia. Cheguei em casa por volta das 18 horas, estava cansadíssimo, mas muito muito feliz por ter levado Cristo ao povo de Deus. Nada paga a alegria da alma de poder viver e se realizar no Ministério confiado por Deus a mim.

 

“Leva-me aonde os homens necessitem tua Palavra // Necessitem de força de viver // Onde falta a esperança // Onde tudo seja triste simplesmente por não saber de ti.”

 

Forte abraço,

 

Deus abençoe a todos,

 

Padre Ademir Costa

Missionário da Comunidade Canção Nova em Moçambique

Uma pequena partilha da missão deste fim de semana – visita pastoral as Aldeias de Mutche e Khokwe em Moçambique.

Neste fim de semana fui conhecer e fazer missão em algumas de nossas comunidades mais distantes da paróquia a quase 100 km da nossa sede.

Sai de carro – um carango bem velho e emprestado – no sábado por volta das 5h30 da manhã e segui para pegar no meio do caminho o animador – Sr. Paulo Viagem – que me acompanharia pelas aldeias. Encontrei-o e seguimos viagem.

Chegamos à margem do Rio Nkondezi no povoado de Samoa por volta das 7h30 da manhã. Deixamos o carro na casa de um catequista da aldeia e atravessamos o rio de canoa.

E do outro lado esperaríamos a motocicleta que nos buscaria as 7h30, mas que só apareceu pelas 10h da manhã. Mas, coitado do jovem que veio da Comunidade de Mutche a duas horas e meia de distância.

Subimos os três na motoca e seguimos viagem. As estradas muito ruins, alguns lugares muita areia e outros lugares com muitas pedras soltas, atravessar riachos e um forte calor. Mas tudo vale pela missão…

Por volta de 12h30 – duas horas e meia de viagem – chegamos a Aldeia de Mutche, já numa parte de montanhas muito bonita e completamente isolada. O povo já estava a esperar. Recebeu-nos com muito canto, com muita alegria, com muito amor, só por isso já valeria todo sacrifício da viagem. Este povo estava a mais de um ano sem Missa, mas nunca deixaram de rezar e celebrar a Palavra aos Domingos.

Ali me apresentei aquele povo, pois não me conheciam – tudo traduzido pelo animador, pois só se fala chewa na aldeia. Depois preparamos o povo para receber o sacramento do Batismo. Tomamos “banho” – não tem banheiros, são pequenos cercados de palha -, almoçamos a Xima e celebramos com o povo em sua simples capela de palha, galhos e bambu. Experiência inesquecível.

 

Um detalhe interessante desta comunidade é que as crianças tem muito medo do homem branco. Eu já tinha tido a experiência em outros lugares daqui, mas nesta comunidade era fora do normal. Muitas delas talvez nunca tinha tido esse contato com o branco. Como também as pessoas daqui de Moçambique tem o costume de fazer medo às crianças falando que o mzungo – homem branco – vai levá-los embora para fazer mal.

Celebramos a Santa Missa com muita alegria até quase anoitecer. Como a chuva estava chegando pelas montanhas, despedimo-nos do nosso povo e tivemos que descer rapidamente para outra comunidade a uma hora e trinta de distância.

 

 

No próximo post continuamos a testemunhar nossa aventura missionária… Chegaremos a aldeia de Khokwe! 

 

Mais que cantar é viver a música: “Leva-me onde os homens necessitem tua Palavra. Necessitem de força de viver…”

 

Forte abraço

 

Deus vos abençoe

 

Padre Ademir Costa –

Missionário da Canção Nova/Moçambique

 

 

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… que ele cresça, e eu diminua.”  (Jo 3, 30)

 

Estas palavras de João Batista no Evangelho de João marcaram minha vocação. A minha vocação é consequência da experiência de Batismo no Espírito Santo. Recordo-me que voltando daquela experiência de oração no ano de 1996, desejava deixar tudo e doar a vida para Deus pela evangelização como sacerdote.

Ainda naquele primeiro fervor, lembro-me que refletia sobre o serviço de Deus e a humildade, pensava em ser como “tapete” para os irmãos para que a Obra de Deus acontecesse nas suas vidas, e muitos pudessem fazer a mesma experiência que fiz. Neste tempo, rezei muitas vezes com esta passagem, … que ele cresça, e eu diminua.” (Jo 3, 30). Eu tinha uma enorme gana de servir ao Senhor. Desejava trabalhar para de Deus na Igreja, mas de maneira que somente Jesus aparecesse. Nunca usando do serviço de Deus para minha exaltação pessoal e autopromoção.

E foi o que aconteceu, durante três anos, meu serviço foi nos bastidores, tinha uma profunda vida de intimidade com Deus. No serviço da Igreja, ficava na Capela do Santíssimo, como um simples intercessor dos grupos de jovens e nas experiências de oração da paróquia. Ele crescia em minha vida e vocação e eu diminuía. Sabia que tudo provinha d’Ele em minha vida.

Neste tempo, o fogo vocacional permaneceu vivo. Porém, a voz de Deus pedia para esperar passar a empolgação inicial para dar passos. Depois de três anos, resolvi dar passos concretos no meu chamado. Conheci a Canção Nova neste período inicial de caminhada, encantei-me pela obra, pela espiritualidade e forma de vida missionária, e ainda como a possibilidade de ser padre dentro da comunidade.

No ano 2000, fui chamado para fazer os encontros vocacionais. Mas, recebi já no segundo encontro uma resposta negativa para minha vocação na comunidade. Tive um sentimento de recusa de Deus. Tive um sentimento de inutilidade vocacional. “Briguei” com Deus, mas permaneci fiel… Porém, ainda continuou viva uma brasa vocação a fumegar em meu coração. Ela permaneceu viva pela graça de Deus por 4 anos. Neste tempo, continuei servindo a Deus em minha paróquia. Foi um longo tempo de deserto interior.

No ano de 2004, Deus me tirou deste deserto e devolveu-me a esperança vocacional. Consegui, por graça divina, retomar o caminho vocacional com a Canção Nova. Sempre trazendo para a minha vocação as palavras de João Batista: “… que ele cresça e eu diminua”.  Depois de dois anos de vocacional, com muitas provações, ingressei na comunidade em 2007.

Entrando na comunidade Canção Nova esta passagem sempre me acompanhou, foi como uma bússola para minha vocação. Quando o orgulho humano tentava se sobressair em mim, as correções de Deus vinham forte sobre minha vocação, sempre acompanhada por esta passagem do Evangelho de João.

Por isso, escolhi como lema do meu diaconato esta passagem: …que ele cresça, e eu diminua.” (Jo 3,30). Alguns comentaristas bíblicos falam que com estas palavras João Batista desaparece dos Evangelhos. Rezo a Deus e peço a graça de que isto também aconteça comigo, que eu desapareça e somente Jesus apareça por meu ministério. Amém!

 

Diácono Ademir Costa 

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A verdadeira Igreja Corpo Místico de Cristo que nos apresenta o Concílio Vaticano II não é fundamentada em ideologias humanas. Mas aquela que tem Cristo como seu centro, alicerce e cabeça, e nós como seus membros devidamente organizados.

Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. […] Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. (ICor.12,18-22.27)

Meus irmãos e irmãs, tomemos cuidado com alguns movimentos extremistas que estão inseridos na Igreja! Alguns que pregam uma anarquia na Igreja, dizendo não precisa de uma Hierárquia eclesial para governá-la… Outros que são contrários ao Concílio Vaticano II, e protestam contra o Papa, mesmo que de maneira velada, estes são muito perigosos, porque são lobos disfarçados de cordeiros, estão dentro da Igreja disseminado “tradições medievais” como se fosse a única verdade.

Dá minha parte, sempre estou e estarei com Roma, estarei com o Papa, sempre seguirei a voz de meu Bispo, porque sei que devo ser um “membro saudável” no Corpo de Cristo e não um “câncer” a causar-lha mal. Se sou um “câncer” no Corpo de Cristo devo ser extirpado!

Sou Igreja Católica! Faço parte do Corpo de Cristo…

Louvado seja Deus!

Forte abraço! Até a próxima!

Ademir Costa

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Dom Alberto Taveira nos ensina: “É possível fazer compromissos definitivos.”

O dia 02 de fevereiro de 2015 foi um dia muito especial para mim, pois fiz o meu Compromisso Definitivo com a Comunidade Canção Nova. Foram oito anos de amadurecimento, lutas, alegrias e etc… para chegar este momento de graça em minha vida.

Diante de um mundo do descartável e do perecível, eu digo que é possível, com a Graça de Deus, fazer compromissos definitivos nesta vida.

Sou feliz, sou realizado, sou todo do Senhor! Pra Sempre Canção Nova!

Forte abraço!

Até a próxima….

 

Ademir Costa

Seminarista da Comunidade Canção Nova

 

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Diante dos últimos atentados terrorista em Paris por extremistas jihadistas, a Revista Charlie Hedbo comoveu “todo o mundo”…

Desde já afirmo que sou contra a toda barbárie contra inocentes. Isto é injustificável! Portanto, não ao extremismo religioso e aos ataques terroristas. É bestial justificar ataques terroristas em nome de Deus. Isto deve ser combatido!

Como também sou a favor da defesa da liberdade de imprensa… A liberdade de expressão é uma grande conquista do homem contemporâneo depois de muitos países no mundo passarem por ditaduras que silenciavam a imprensa, muitos morreram por exporem as verdades de seus países.

Mas sou contra a libertinagem de imprensa. Digo isto porque houve uma grande comoção com o ataque a Revista Charlie Hedbo. Mas a mesma revista, há muito tempo, se coloca acima de tudo e de todos, fazendo charges que fere, ofende e desrespeita as religiões e seus símbolos sagrados – não somente Maomé, mas também Jesus Cristo, o Espírito Santo, Nossa Senhora, Papa e etc… -, como também promovem charges racistas contra políticos, chefes de estados, líderes religiosos e etc… Procurem no Google e vejam com os próprios olhos as publicações dos caras, não tenho coragem de colocá-las aqui. Eles perderam o senso da liberdade de imprensa.

Volto a dizer, nada justifica os insanos ataques terroristas… Inclusive o que vem acontecendo na Síria e no Iraque em uma escala infinitamente maior, na qual a imprensa pouco se mobiliza, limitando-se a dar notícias frias ou simplesmente se omitindo. Omitindo sim! Como é o caso dos muitos ataques que cristãos sofrem na Nigéria e em outros países da África…

É justificável e compreensível uma classe como a imprensa se mobilizar para defender-se de um ataque terrorista. Mas precisamos ter consciência porque as coisas tomaram estas proporções.

Como disse: sou contra aos ataques terroristas, dos quais devem ser combatidos com toda a força em todo mundo, tanto na França como e em todos os países; como também sou a favor da liberdade de imprensa. Mas sou totalmente contra a ofensa as religiões e com aquilo que cada uma tem como Sagrado. Algo que a Revista Charlie Hebdo ofende discriminadamente em suas charges. Não fazem comédia ou crítica… fazem ofensa!

A tragédia acontecida em Paris foi consequência daquilo que eles mesmos plantaram. Colheram aquilo que plantaram durante anos…

Desculpem-me! Mas não vou na onda da imprensa que exalta esta revista, mas relativiza os assassinatos diários de centenas de cristãos e pessoas inocentes por extremistas no Oriente e na África.

Aqui deixo os meus sentimentos e orações pelas almas dos “inocentes” assassinados na Revista e os inocentes assassinados no mercado judeu.

Nada justifica a violência e os assassinatos em Paris…

Mas me desculpem: EU NÃO SOU CHARLIE! … JE NE SUIS PAS CHARLIE!

Ademir Costa

GUADALUPE

A Festa de Nossa Senhora de Guadalupe é muito especial para o povo da América Latina. A aparição da Virgem ao índio São Juan Diego e o sinal que ela deixou em seu manto é a expressão de amor universal de mãe que permanece com seus filhos.

Naquele tempo entre os anos 1500 e 1600, a América estava sendo colonizada pelos europeus. Neste contexto, Maria se manifesta como sinal de proteção daquele povo nativo. Assim, como ela visitou Isabel para lhe servir e ser auxílio oportuno; Maria visitou o povo de nosso continente como sinal de proteção e auxílio. E assim, também como João Batista vibrou no ventre de Isabel com a visita de Maria que trazia Jesus em seu ventre; também nós povo latino americano vibramos até hoje por esta visita da Mãe de Deus.

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Manto original na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe no México

O Concílio Vaticano II nos apresenta Maria como modelo da Igreja (Cf. LG 63). Assim como a Igreja é mãe para todos os povos; também Maria é Mãe de todos os povos do mundo, a aparição de Guadalupe nos manifesta esta verdade, mãe de todas as gentes.

Que pelo sinal de Guadalupe, Maria seja sempre proteção para o povo sofrido da América Latina.

Nossa Senhora de Guadalupe rogai por nós!

Ademir Costa 

Seminarista da Comunidade Canção Nova

cantor

Sempre gosto de partilhar minha devoção e amizade para este grande santo e amigo. Hoje, neste dia em que a Igreja celebra sua memória, quero partilhar o Canto que reflete sua vida.

“Quase moribundo, compôs São Francisco o Cântico das criaturas. Até ao fim da vida queria ver o mundo inteiro num estado de exaltação e louvor a Deus. No outono de 1225, enfraquecido pelos estigmas e enfermidades, ele se retirou para São Damião. Quase cego, sozinho numa cabana de palha, em estado febril e atormentado pelos ratos, deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a criação.”

“A penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi composta em julho de 1226, no palácio episcopal de Assis, para pôr fim a uma desavença entre o bispo e o prefeito da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir a guerra civil. A última estrofe, que acolhe a morte, foi composta no começo de outubro de 1226.”

“A oração do santo diante do crucifixo de São Damião e o Cântico do Sol são as únicas obras de São Francisco escritas em italiano antigo e, por isso, são dos mais importantes documentos literários da linguagem popular. Foi nesta língua que ele certamente ditou a maioria de seus escritos, antes que os irmãos versados em letras os traduzissem para a língua comum da época, o latim.”

“Na tradição ocidental Francisco de Assis é visto como uma figura exemplar de grande irradiação. Com fina percepção sentia o laço de fraternidade e de sororidade que nos une a todos os seres. Ternamente chama a todos de irmãos e irmãs: o sol, a lua, as formigas e o lobo de Gubbio. As coisas tem coração. Ele sentia seu pulsar e nutria veneração e respeito por todo ser, por menor que fosse. Nas hortas, também as ervas daninhas tinham o seu lugar, pois do seu jeito elas louvam o Criador.”

“O coração de Francisco significa um estilo de vida, a expressão genial do cuidado, uma prática de confraternização e um renovado encantamento pelo mundo. Recriar esse coração nas pessoas e resgatar a cordialidade nas relações poderá suscitar no mundo atual o mesmo fascínio pela sinfonia do universo e o mesmo cuidado com irmã e mãe Terra como foi paradigamaticamente vivido por São Francisco.”

Fonte: http://franciscanos.org.br/?page_id=3124

«Cântico das Criaturas», de S. Francisco de Assis

Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor
Teus são o Louvor, a Glória,
a Honra e toda a Bênção.

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que,
com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e pelas estrelas,
que no céu formaste, claras.
preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor.
pelo irmão vento,
pelo ar e pelas nuvens,
pelo sereno
e por todo o tempo
em que dás sustento
às Tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã água, útil e humilde,
preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão fogo,
com o qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre,
vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a mãe terra,
que nos sustenta e governa,
produz frutos diversos,
flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam pelo Teu amor
e suportam as enfermidades
e tribulações.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O
com grande humildade!

São Francisco de Assis!

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Meus irmãos, vemos em muito lugares do mundo um verdadeiro caos. Guerras na Faixa de Gaza, entre Israel e a Palestina; na Ucrânia, entre forças separatista contra o governo ucraniano; também tanto países da África enfrentando guerras civis; como ainda o injustificável massacre dos jihadistas contra cristãos e outras pessoas inocentes no Iraque, e muitos outros fatos que faz-nos perguntar: o fim do mundo está próximo?.

A palavra de Deus nos fala:

“Vocês vão ouvir falar de guerras e rumores de guerra. Prestem atenção, e não fiquem assustados, pois essas coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim. De fato, uma nação lutará contra outra, e um reino contra outro reino. Haverá fome e terremotos em vários lugares. Mas tudo isso é o começo das dores.” (Mt. 24, 6-8)

Assim, vivemos um momento como este, mas não sabemos a hora exata da volta do Senhor. A nos cabe a esperança. Fiquem atentos, e rezem todo o tempo, a fim de terem força para escapar de tudo o que deve acontecer, e para ficarem de pé diante do Filho do Homem.” (Lc. 21, 38). Viver com o coração e a vida sempre na expectativa da volta do Senhor. Mas se o Senhor não vir, uma coisa é certa, nós iremos a Ele.

Meus irmãos é tempo de rezar pela paz no mundo, para que Deus intervenha com seu amor e graça nos corações de todos estes homens que estão fazendo o mal e matando tanto inocentes nestes países em Guerra.

Uma coisa é certa, é perceptível ver o mundo em dores de parto.

Unidos em oração,

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Ademir Costa – Seminarista Canção Nova

 

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O Papa Francisco tem manifestado o desejo de uma Igreja missionária, que saia das sacristias e que detenha especial atenção àqueles que sobrevive nas “periferias” do mundo e da sociedade humana. Seu pensamento nos conduz a esta cultura do encontro.
Nos mês de julho tive a oportunidade, junto com os meus irmãos seminaristas, de ficar 11 dias em missão na cidade de Lorena. Missão como os primeiros discípulos de Jesus, batendo porta a porta, proclamando o Evangelho e rezando pelas famílias.
E que beleza foi o acolhimento do povo de Deus, inclusive de evangélicos e pessoas de outras denominações religiosas que abriram-nos as portas. Evangelização sem proselitismo, simplesmente anunciar Jesus Cristo e rezar pelas necessidades das pessoas.
Foi uma experiência inesquecível, fomos as periferias existenciais, visitamos asilos, hospitais…

Ao fim de onze dias, posso dizer que a experiência missionária foi um momento especial de alargar o meu ser missionário. Foi um tempo de enfrentar desafios e superar limitações; saber que em Deus posso ir além do cansaço físico; perceber que a missão não é possível sem a dimensão espiritual; a importância de não fazer proselitismo, e aprender a dialogar e rezar com o diferente; contemplar a beleza da Divina Providência que cuida de tudo e nos conduz para onde de Deus quer.

Saímos das “sacristias” e fomos ao encontro do povo de Deus. Um tempo inesquecível!

Forte abraço!

Ademir Costa

Seminarista Comunidade Canção Nova