Já passou pela sua cabeça ser missionário da Comunidade Canção Nova? Você se sentiu chamado por Deus?

Se você sente esse chamado, venha participar do Pró-vocação Canção Nova, no dia 30 de julho, na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). Será um evento especial falando sobre a vocação a Canção Nova, com o tema: “Senhor se tu queres, eu quero, se tu fores eu vou”.

DSC_1851Missionários da Comunidade Canção Nova/ Foto: Arquivo CN

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O chamado de Deus é sempre misterioso e feito ao coração. Deus não grita palavras de ordem, nem imperativos. Vai chegando, às vezes de surpresa; quase sempre de mansinho, propõe e persuade, sugere, inquieta, aponta para os fatos e acontecimentos, e um dia, um “não sei o quê, nasce “não sei onde” e vem “não sei por que” Age lá dentro do peito, embaralha a cabeça e faz bem ao coração e nos diz que estamos sendo levados na direção  a um alguém muito especial, ao serviço a Deus, ao irmão, à comunidade.

É o mistério da vocação. Sabemos que alguém nos chama, não ouvimos nada, mas sentimos que Ele nos quer. E, se alguém nos perguntasse porque tanta certeza, nem saberíamos explicar o que houve. É misterioso como Deus. É atuante, vital, perceptível, mas invisível aos olhos!

Venha se descobrir!

ch Wear

 

Ao final dos meus 16 anos tive uma experiência forte com Jesus. Após essa experiência, uma pergunta ecoava dentro de mim: “O que Deus quer de mim?”. Eu estava num tempo novo da minha vida, estava bem comigo mesmo e tinha ganho novos amigos. Estava engajado em vários trabalhos pastorais. Mas, essa pergunta continuava no meu coração: “O que Deus quer de mim?”. Eu estava feliz, porém, queria mais, era chamado para algo a mais. Trabalhava com uma pastoral de rua, cuidava dos mais pobres, no entanto, eu queria mais. Participava do grupo de jovens e teatro, e ainda assim, não era suficiente. Precisava de mais! O que era esse algo a mais? Uma simples empolgação de alguém que tinha acabado de se converter? Não. Era uma vocação ainda em embrião. O anseio da radicalidade do Evangelho e a coragem de ofertar a vida para Deus. O viver com outras pessoas, homens e mulheres, que possuíssem o mesmo objetivo: santidade e evangelização.

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Jonathan Ferreira, Missionário da Comunidade Canção Nova

Passaram-se meses e o anseio permanecia dentro de mim. Comecei a partilhar com as pessoas mais próximas e que faziam parte do meu círculo de amizades. Percebi que nem todos sentiam o que eu estava sentindo e muitos não eram capazes de me entender.

Quando tinha 17 anos, partilhando com um amigo, comecei a dizer de tudo o que eu estava vivendo, falei que não sabia onde chegaria, mas estava sendo incomodado por tudo aquilo. Ele me interrompeu e disse:
– Eu preciso lhe apresentar uma pessoa que vai te entender um pouco melhor, ela já viveu algumas experiências nesse sentido.
Eu respondi.
– Sim, claro, então me apresenta, por favor.

Fomos até a casa dela. Era uma jovem de 26 anos, morava sozinha e já tinha feito uma experiência vocacional na Canção Nova. Nós nos cumprimentamos e antes de, eu, ou meu amigo, começarmos a falar algo a respeito de vocação, ela começou a partilhar sobre várias experiências que tinha vivido na casa de missão da Canção Nova em São Paulo. Calma! Ela não era alguém que adivinhava as coisas (rsrsss). Foi providência de Deus! Ela contou sobre a vida fraterna e sadia convivência entre homens e mulheres. Achei aquilo fantástico. Partilhou sobre inúmeros trabalhos de evangelização que a Canção Nova realizava. Então eu percebi que existiam pessoas que deixaram tudo para seguir a Deus. Ufa! A primeira conclusão foi que eu não era um Alienígena! O que me marcou foi que enquanto ela partilhava, sobre suas experiências com a Canção Nova, meu coração batia forte e parecia que estava pegando fogo. Era isso que eu estava procurando. Algo dentro de mim respondia conforme ela partilhava.

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Ao final dessa conversa, percebendo que eu fiquei muito empolgado com tudo o que tinha partilhado, ela me chamou para ir numa vigília que a Canção Nova realizava e ainda realiza, na Basílica de Nossa Senhora da Penha, na cidade de São Paulo. Eu disse que iria com certeza. Mas, não era um convite para somente participar da vigília, era para trabalhar ajudando nas escalas como lanchonete, acolhida, cozinha e outras coisas. Eu fui nessa vigília e comigo foram alguns amigos do grupo de jovens. Lembro que fomos em mais ou menos 10 jovens.

Na vigília eu fiquei na escala da lanchonete. A lanchonete tinha duas mesas uma ao lado da outra, uma parte da mesa continha o que era de comer e a outra o que era de beber. Na parte de comer, tínhamos salgados como: coxinha, esfirra, pão de queijo e hamburgão. A outra parte, tínhamos coisas como: café, chocolate quente, água e refrigerante. Eu fiquei na parte de servir chocolate quente. A pessoa vinha até mim e dava uma ficha. Eu guardava a ficha, pegava um copo e enchia de chocolate quente pra ela. Eram muitas pessoas, todas falando ao mesmo tempo. Não existia fila naquele lugar. Só um monte de pessoas que queriam tudo ao mesmo tempo. Tudo muito rápido e agitado. Desesperador! Essa é a palavra: desesperador.

Tínhamos uma garrafa de chocolate quente de seis litros, ela tinha uma rosca que a gente abria para pegar chocolate e depois a fechava. O movimento era muito grande e tínhamos que fazer tudo muito rápido. De repente, enquanto eu abria a garrafa, a rosca dela soltou e começou a cair chocolate quente por todo o chão. Fiquei mais desesperado. Não conseguia servir o povo. Não conseguia encaixar novamente a rosca da garrafa térmica. E, para completar, o chão estava parecendo um rio de chocolate quente! Escutei uma voz que disse:
– A gente precisa pegar um pano e limpar isso!
Fui rápido até a cozinha pegar o pano de chão para l
impar tudo aquilo. Voltei da cozinha, me agachei e comecei a limpar. Enquanto estava agachado, passando o pano no chão, meus amigos chegaram e disseram:
– Jonathan, o que você está fazendo? O que é isso?
Eu, com um sorriso no rosto, respondi para eles.
– Estou limpando o chão!

A pergunta dos meus amigos foram de pessoas que não estavam entendendo o acontecido. E, talvez também não concordassem, com o trabalho de limpar o chão. Mas, a minha resposta, uma alegre resposta, foi de alguém que encontrou o que tanto procurava. Servir café na lanchonete ou limpar o chão, tudo com uma motivação: a salvação das almas. Não era somente o que eu estava fazendo. Não era o fazer pelo fazer. Era o sentido, e a motivação, por de trás de tudo isso. Mais do que fazer, eu estava assumindo o que Deus me chamou para ser: Canção Nova. Era indescritível o que eu estava vivendo. O sentimento era de estar, onde eu realmente fui chamado parar estar, e, ser o que realmente eu fui chamado para ser.

Foi nesse episódio da minha vida, limpando o chão com um sorriso no rosto, olhando para os meus amigos, que percebi minha vocação a Canção Nova. Eu não era melhor do que eles. Eles, por sua vez, não eram melhor do que eu. Mas, do meio deles, o Senhor me escolheu.

Entrei na Canção Nova com 20 anos. E o que eu mais me questionava no primeiro ano de comunidade era o seguinte: “O que eu deixei? Do que eu abri mão pela minha vocação? Qual foi a minha renúncia?”. Antes de qualquer coisa preciso adiantar que o deixar ou renunciar foi fruto de uma escolha livre e por amor. Deus me escolheu, mas eu também, escolhi a Deus. Por isso eu fui capaz de, sair da minha casa, deixar meus pais, irmãos e familiares. Deixar minha faculdade e meu emprego. Deixar a cidade que eu tanto gostava de morar. Abrir mão do sonho de morar em outro país para morar onde Deus me enviasse. Deixei, deixei e deixei… Mais do que deixar; eu ofertei! Tudo por amor e com amor. Ofertei minha juventude, meu trabalho, meu sonho, minha sexualidade, afetividade, história, família, amigos e tudo o que tinha a Deus.

Quero deixar uma provocação no final desse texto. O que tem feito o seu coração bater mais forte? Já parou para pensar que Deus pode ter te escolhido? Deus está lhe chamando. Sim, Ele está gritando o seu nome. Não foi por acaso que você leu esse texto, foi providência divina. Ele está investindo em você. Em você que tem se perguntado: “qual é a minha vocação?”. E, também em você, que nem tinha se ligado nesse negócio de vocação. Já parou para pensar que a sua vocação pode ser a Canção Nova?

Jonathan Ferreira
Missionário da Comunidade Canção Nova

ch Wear

Conheça a vocação de uma catequista que leva as crianças à Jesus200px-Imagemhoracio

No Instituto Canção Nova, além das aulas da semana, fomos descobrindo uma nova forma de educar. E educar para Deus através da catequese, abraçando assim a Missão de Catequista.
Ser catequista para mim é sem dúvida, contribuir com a Igreja na sua MISSÃO pela Evangelização, na formação de Homens Novos para um mundo novo. É ajudar àqueles que ainda não tiveram um Encontro Pessoal com Jesus, porque é urgente que isso aconteça.
Os adultos com os quais trabalho diretamente na Crisma, tem se apresentado como pessoas sedentas de Deus, famintas de um alimento sólido, esperançosos de uma vida nova e munida de sentido e da graça de Deus. Cada um em sua realidade testemunha o tempo que perdera longe do Senhor, mas o tempo que hoje tem sido conquistado por uma decisão pessoal.
É mister salientar que ser catequista de 1ª Eucaristia ou Crisma de jovens e adultos não significa simplesmente passar os conteúdos doutrinários da nossa Igreja, mas dar sentido ao que é ensinado.
Lembro-me da minha catequista Dona Rosa, e isso já faz alguns anos… No entanto, lembro da Ave Maria… e do Pai Nosso… entre outros que ela me ensinou e o como me ensinou.
Se uma Ave Maria e um Pai Nosso é ensinado com sentido, ensinou-se tudo e jamais serão esquecidos.
Catequizar é uma missão árdua e exigente, mas ver cada catequizando tendo um Encontro Pessoal com Jesus através da Eucaristia e ou, na confirmação do Crisma, vale a pena. É de fato, colocar em prática aqui no Instituto Canção Nova ou na Paróquia o que nos ensina Dom Bosco e tantas vezes repetido por Nosso Fundador Monsenhor Jonas Abib  “Dai-me almas e ficai com o resto”.
Enfim, catequizar é isso: dar sentido ao que se ensina, salvar almas para Deus.
Você quer fazer desta Missão?
Deus abençoe sua decisão.

Rosane Horácio
Comunidade Canção Nova

Conheça a história do chamado Missionária da Canção Nova Marelena.

.200px-MarelenaGraças a Deus sou filha da uma Família Católica, porém não praticante. Entendia que deveria ir a Missa aos domingos e pronto, fiz o caminho de uma jovem normal, batismo, primeira comunhão, crisma e, depois da Crisma eu me afastei completamente da Igreja de Deus.

Estava vivendo um conflito muito grande interior com as situações difíceis na minha família, eu não sabia dar uma resposta diferente e fui vivendo cada vez mais o distanciamento da Fé, das coisas de Deus, a ponto de desacreditar na existência de Dele, pois, pensava que se ele existe, porque temos tantos sofrimentos, problemas, pessoas que morrem de fome? Eu era revoltada com Deus. Um dia, fui convidada a participar de um encontro para jovens, em 1995, resolvi aceitar o convite, e chegando ao encontro eu pensei: “Só estou aqui pra essas pessoas não me convidarem mais”, e chegando lá ouvi o testemunho de um rapaz que dizia da mudança que houve em sua vida a partir do momento que ele abriu o coração para Jesus, num encontro onde o Padre Jonas Abib pediu para os jovens darem um passo na Fé em direção a Deus e, a partir daquele momento a vida desse jovem se transformou. No mesmo momento eu fiz esta oração: “Deus se o Senhor existe mesmo, entra na minha vida e muda tudo”, ao final daquela manhã eu estava chorando arrependida dos meus pecados e ali eu entendi que Deus existia e me amava. Nesse mesmo encontro fui procurar saber quem era o Pe. Jonas Abib e descobri que em Cuiabá havia uma Missão da Comunidade Canção Nova. Logo em seguida a esse encontro eu fui visitar a Missão de Cuiabá e então entendi que deveria fazer um Caminho Vocacional, e ali mesmo eu comecei a fazer esse processo de discernimento.

Ao longo de dois anos fui entendo que muito da minha História dizia da Canção Nova e também da História da Canção Nova dizia de mim. O caminho foi feito de um encontro comigo mesma com a minha verdade, com Deus, com minha família e com o Carisma Canção Nova.

Pude entender que Deus me chamava a uma Vocação, porém ele me deixava livre para dar a minha resposta a Ele, mas em todo tempo eu percebia que em tudo Deus me ama, ele quer o melhor pra mim, ele cuida de mim. E a partir dessa experiência do amor de Deus eu fui dando as minhas respostas em cada etapa do Caminho Vocacional, até que ao chegar ao momento decisivo eu precisa fazer uma escolha verdadeira, escolher a Deus em primeiro lugar, nessa escolha, nessa decisão, muitas coisas precisei deixar, dar a Deus os meus familiares, na certeza de que Ele cuida, Não foi fácil, nem tudo estava maravilhoso, mas havia dentro do meu coração uma certeza de Fé e é para Deus que dou o meu Sim. Desta forma, o discernimento foi feito na verdade na sinceridade tudo acompanhado de oração, pois, ao fazer uma escolha, tomar uma decisão, precisamos ter o coração em paz, porque é na paz que Deus age em nós.

Hoje faz 16 anos que dei meu primeiro Sim na Vocação à Canção Nova, uma História linda de amor de Deus por mim. Em todo tempo sinto-me amada por Deus, cuidada, querida, claro que nesses anos muitas lutas, muitos momentos de refletir de rever de fazer as contas do que vale mesmo a pena, mas eu sempre renovo o meu Sim a Deus que precisa ser diário.

Sem dúvidas vivendo a minha Vocação Canção Nova me sinto muito mais pertencente à Igreja, e vivendo essa pertença busco dar minha resposta da experiência vivida com Deus no meu dia a dia, com as pessoas que convivo, que trabalho, que encontro, entendendo que somos todos chamados à Santidade, e que ela é construída a cada dia, e Deus trabalha a partir da nossa humanidade. Entendo que não podemos perder de vista que somos humanos frágeis e limitados, mas que, contamos com um amor ilimitado de Deus por nós e por isso, somos capazes de seguir em frente. Digo sem medo a Canção Nova e uma Obra de Deus, um dom para a Igreja.

Quero a cada dia com a força do Espírito Santo cantar com minha vida uma “Canção Nova”!

Marelena Cardoso Ribeiro

Comunidade Canção Nova

Roma /Itália

www.cantonuovo.eu

Conheça o testemunho sobre a vocação sacerdotal do Pe. Silvio, sacerdote Salesiano.28_padresilviocesar-002

Recordo-me, quando ainda criança, das visitas que fazíamos na casa da minha avó e que na sua sala, tinha um quadrinho na parede, bem abaixo da foto de um tio meu, padre salesiano, que dizia: “A vocação sacerdotal nasce por primeiro no coração da mãe”. Gostava daquela frase e sempre pensava, será que no coração da minha mãe já nasceu?
E foi assim que, perto dos meus 12 ou 13 anos, senti o desejo de ser padre, achava bonita a imagem do padre rezando missa e nem podia imaginar a grande responsabilidade que significava tudo aquilo.
Na minha cidade, Cruzeiro, do ladinho de Cachoeira Paulista, onde está a Canção Nova, existe a presença dos Salesianos de Dom Bosco, com uma bonita obra, o Instituto Nossa Senhora Auxiliadora e foi ali, que eu e todos os meus irmãos, fomos alimentados na fé cristã que meus pais semearam em nossos corações. Vendo as atividades que os salesianos realizam na escola e no oratório, percebi que a beleza de ser um salesiano mexia com o meu coração. E dessa forma, trocando ideias com aqueles padres e irmãos que ali passaram, não tive mais dúvidas de que minha vida seria plenamente realizada se eu a consagrasse a Deus, no “jeitão” de Dom Bosco.
No ano de 1990, com 18 anos, deixei a minha casa e fui viver esse primeiro ano ali na obra salesiana de Cruzeiro e depois que o barco estava em alto mar, não podia mais voltar. A cada ano, em cada estudo, durante toda minha formação inicial, o trabalho com os jovens e a missão de ser Igreja foi deixando meu coração cheio da certeza de viver como consagrado, como religioso, à serviço do Reino como queria nosso Pai e Mestre Dom Bosco!
Vejo que a vocação religiosa nasce assim. Esse fogo que vai crescendo em nosso coração a ponto de nos inquietar e não nos deixar tranquilos! A coragem e o medo de dar esse passo faz parte! Renunciar uma lida mais cômoda, abrir mão dos próprios desejos e lanças as redes em águas mais profundas, realmente é algo maravilhoso!
Lanço esse desafio para você, jovem, que sente uma inquietação no coração! Consagrar a própria vida, radicalizar o próprio Batismo e ser todo do Senhor é uma oferta generosa e radical que nos impulsiona a amar mais os irmãos e irmãs e particularmente, os mais necessitados desse amor de Deus!
Não tenha medo! Não dá mais pra voltar… o barco está em alto mar!
Há muita gente precisando da sua generosidade! Cristo nos chama e nos consagra e nos envia para essa tão linda missão!
Consagro-me, todos os dias, renovando no meu coração, o mais profundo amor por Cristo! E como Salesiano, vivo a alegria de amar e entregar minha vida pela juventude!