Uma descoberta com frutos para toda a vida

A maior experiência que tive em 2011 foi de um Deus que é mais íntimo de mim do que eu mesmo. Um Deus que é pai e amigo, tão próximo que se torna poupável.

Falar da vivência na Casa de Maria, em Queluz, é falar de um Deus que se revela no amor e na simplicidade; que conhece meu interior tão profundamente onde ninguém jamais pôde conhecer, nem eu mesmo.Cruz Capelinha

É Ele que primeiramente buscou a intimidade comigo e eu ao permitir esta aproximação, deste pai e amigo, pude conhecê-Lo. Ao conhecê-Lo me comecei me conhecer porque Ele mesmo revelou quem eu sou. Deparei-me, então, com meu nada e descobri Quem é meu tudo.

Foi na intimidade com Deus que meus afetos, minha história e meus relacionamentos cresceram em purificação e cura. Deus me curou no amor e na oficina da vida. More »

Aprender a esperar, a ter paciência…

Nossa Senhora

.Na Casa de Maria em Queluz é impossível não fazer uma experiência forte com Aquela que tudo fez e faz na Canção Nova: Maria. Ela também tudo fez e faz na nossa vida.

Eu poderia partilhar com você várias experiências, mas vou me deter em uma vivência muito especial. Fiz uma grande descoberta: que Maria caminha devagar no Santuário do Carisma Canção Nova. Isso mesmo! Neste mundo onde tudo é correria, em que as pessoas fazem tudo muito rápido, querem resolver todas as coisas num piscar de olhos, onde tudo precisa ser ‘para agora’, ‘pra já’. Imediatismo, que cultivamos até na nossa espiritualidade. Rezamos e queremos que Deus nos atenda logo, que as graças cheguem ao nosso tempo, ou seja, “ontem”. É exatamente neste mundo, que a Virgem tem um olhar demorado em todas as coisas.

Fiz o meu discipulado em 2010, onde me empenhei para ser uma boa discípula de Jesus e muitas coisas fazia rapidamente para poder ficar mais tempo aos pés do mestre. Mas após seis meses morando na Casa de Queluz sofri uma torção no tornozelo e precisei andar devagar, para minha recuperação. E enquanto muitos irmãos passavam sempre correndo por mim, (coisa que vivia normalmente até então), na vontade também de ir correndo com eles, fui perguntando a Deus o que Ele queria me dizer com tudo aquilo, qual era Seu ensinamento para mim. Pois nesta casa aprendi que Deus tem um propósito para cada situação de nossa vida. O Senhor se vale de tudo, em tudo Ele age.Regiane Calixto perna engessadaE Deus falou forte ao meu coração “Maria caminha devagar nessa casa”. E comecei a então me perguntar o que significava esse caminhar devagar. Então percebi que quando caminhamos devagar reparamos em detalhes que antes não tínhamos percebido. Descobri que Maria caminha devagar na casa de Queluz para que nenhum detalhe fique sem ser visto More »

Um tempo para eu me revestir da mulher nova

Capelinha Casa de MariaMorei na Casa de Maria em Queluz em 1995. Naquele tempo se retomava toda direção da formação inicial da Canção Nova. Pensava que já era uma mulher de Deus, mas ali descobri o quanto ainda a mulher velha era enraizada em mim. Minhas misérias vieram para fora. A capelinha da Casa de Maria [foto ao lado] testemunhou quantas lágrimas e quantas experiências profundas com Jesus Eucarístico.

Naquela época não éramos muitos. Márcia Costa era responsável pela formação, mas nos auxiliavam ali como assistentes o Messias, Elzinha, e a Cidinha.

Além de toda formação no Carisma, fomos formados também no campo pastoral. Foram muitas as oportunidades de crescimento, pois visitávamos ali mesmo em Queluz os grupos de oração locais e também em outras cidades. Cresci muito nessas missões. Foi um tempo em que o grupo de oração da Casa era bem frequentado. Também fazíamos atendimentos para o povo da cidade.

Nossas escalas diárias eram as faxinas, a cozinha, as compras. As meninas limpavam a casa dos rapazes. Naquele ano também colhemos café. A Providência nunca nos deixou faltar nada, sempre chegavam doações. Os jovens da cidade também se aproximaram bastante da Casa de Maria naquele ano. Nossas convivências eram os jogos de volei e também os teatros que promovíamos. Em cada aniversário um espetáculo de caracterização a parte: desfile brega, dia do índio, etc… Tínhamos uma boa qualidade de vida fraterna.

A casa de Maria era simples como a casa de Nazaré. Não tínhamos grande conforto, como eu disse, era tudo bem simples. Morei um bom tempo ali nos Bethanias e não tínhamos armário para colocar nossas coisas. A outra casa também tinham problemas com infiltração e mofo, porém isso não me impediu de forma alguma em viver  bem aquele ano.

A cada dia uma formação diferente. Um dia era a trabalhado o Carisma, outro dia a vida comunitária, no outro os documentos da Igreja com professor Felipe Aquino e ainda um dia para conhecermos mais os carismas e trabalharmos o ser evangelizador de cada um. Também tivemos tempos fortes com a presença do Monsenhor Jonas Abib. Ele na época atendia a cada um pessoalmente. Escrevemos nossa história de salvação e todos partilhavam comunitariamente, assim podíamos entender as lutas pessoais que cada um travava.

Deus ali fazia em mim uma mulher consagrada, incompleta ainda, porém muito foi gerado ali aos pés de Jesus e na gruta de nazaré. Vivi um tempo para Jesus, onde aproveitei o tempo livre para rezar e me aprofundar na intimidade com o Senhor. Deus me falou muito e enraizou em mim o “ser Canção Nova”.

Louvo a Deus por esse tempo, pelos formadores e pelos irmãos que muito me ajudaram a desabrochar na minha vocação.

Rogerinha Moreira

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Experiências que me sustentam

Em 2000 tive a graça de viver na Casa de Maria. Desde que cheguei na casa de formação em Queluz-SP, junto com mais 45 jovens [alguns na foto abaixo], a formadora Márcia Louzada sempre dizia que Maria caminha nesta casa, como já dizia nosso fundador Monsenhor Jonas Abib.

Turma de Noviciado Canção Nova 2000Experimentei que Maria caminha pelos corredores, nos visita nos nossos quartos, está na sala nos nossos momentos de convivência, nos acompanha na cozinha e em nosso refeitório, e passeia pelo jardim. Desde o início, a Márcia nos conduzia para este encontro com a Virgem Maria. Ela dizia: “Você pode conversar com Ela, partilhar o que está vivendo, suas dores e suas alegrias. Peça a ajuda dela. Ela é sua companheira aqui e está sempre a sua espera para te acolher, ouvir e ajudar”.

Eu desejei fazer esta experiência com a Virgem Maria. Pedi a Ela que se revelasse a mim nesta casa como Ela já havia se revelado a tantas pessoas em aparições. Sei que era um pouco audacioso da minha parte, mas eu queria muito fazer esta experiência. Eu disse a Nossa Senhora que queria sentir que Ela estava comigo. Eu já sabia que Ela estava, mas queria fazer a experiência da sua presença real.

Um dia, caminhando perto dos alojamentos, na parte exterior da casa, olhei para as flores e as árvores do jardim e pedi mais uma vez a Nossa Senhora que Ela se revelasse a mim. Não demorou muito e senti uma brisa suave sobre mim e uma paz muito grande. Era como se eu estivesse em uma parte do céu. Olhei para meu lado e senti que Ela estava ali, mesmo sem vê-la, sua presença era muito real e tive a plena certeza que Maria realmente caminha conosco.

Daquele dia em diante meu relacionamento com a Virgem Maria mudou. Até o terço passou a ter outro gosto. Ela realmente entrou de uma vez por todas na minha vida para não sair mais até o meu encontro definitivo no céu.

Um pouco depois de ter morado na casa de Maria em Queluz, tive a graça de morar por 6 anos e meio na frente de missão da CN em Portugal, bem pertinho do Santuário de Fátima, onde aconteceram as aparições aos pastorinhos. Lá vivi muitas experiências maravilhosas com a Virgem Maria. Entre elas a cura da minha irmã e a intimidade com a Virgem, a ponto de, todas as vezes que eu ia visitar o Santuário, tinha a sensação de estar entrando na Casa de Maria para conversar um pouco com ela, e ali tomar um café e comer um pedaço de bolo que a Mãe havia preparado para mim. Era maravilhoso sentir esta acolhida da Virgem, eu me sentia no coração dela.

Depois fui morar na frente de missão da CN na Terra Santa, e tive a graça de visitar a Casa de Maria em Nazaré por diversas vezes. Ali é verdadeiramente um pedaço do céu na Terra. Aquela casa que subsistiu a tantos anos é como o amor de Maria por nós, nada poderá abalar, nem mesmo as ações do tempo. A casa dela é simples e pequena mas de uma acolhida enorme que nos atrai e nos faz querer ficar cada vez mais perto dela.

Hoje estou novamente no Brasil e mesmo depois de tanto tempo fora do país, nunca me esqueci daquele primeiro encontro com a Virgem Maria em Queluz. Ela me gerou, formou e preparou tudo o que eu iria viver. Ela hoje me acolhe aqui novamente em seu coração para me restaurar e amar.

Uniceia Canção Nova

Unicéia Salgado de Oliveira
Comunidade Canção Nova
fb.com/uniceia @uniceiacn

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… do Baú: Turma de Noviciado ano 2000 FOTO1 FOTO2

A experiência mais forte que vivi!

“Fazer memória” do tempo em que morei na Casa de Maria em Queluz (SP), é novamente retomar as maravilhas que o Senhor fez na minha vida pelas mãos da Virgem Maria.Adoração a JESUS SacramentadoEm 2008, tempo que vivi o meu discipulado, foi o ano que fiz a “Páscoa” com a minha história. Me recordo de uma experiência forte do amor de Deus que aconteceu quando nós fizemos o diário do perdão diante de Jesus Eucarístico. Passamos 2 dias sendo conduzidos a retomar a nossa história, recordando todas as pessoas que precisávamos dar e receber o perdão. Nestes 2 dias o Senhor foi me conduzindo a perdoar várias pessoas que passaram na minha vida, em especial a minha mãe. More »

Deus fala comigo através dos fatos, da natureza e dos irmãos

O lugar da Casa de Maria que mais gosto fica ao lado da capela: onde por muitas vezes eu parei para fazer meu estudo Bíblico, embaixo de uma grande árvore. Seus galhos são enormes e dão uma impressão de crescimento contínuo. Parece que eles brotam desde a raiz.

Recordo-me de uma tarde, quando me sentei na varanda e fiquei olhando para aquela árvore. Observei sua estrutura, suas raízes e comecei a rezar, pedindo a Deus, que firmasse em mim raízes profundas e inabaláveis, como as daquela árvore.

arvore da Casa de Maria - Canção Nova Queluz

Parece que aquela árvore continua crescendo sem parar. Pelo menos foi essa a sensação que eu tinha no momento da minha oração. Assim, pedi ao Senhor que eu também vivesse um crescimento na presença de dELE e no carisma Canção Nova. More »

Aprendi tomar posse da minha alegria e me aceitar como sou

Eu tinha acabado de completar 24 anos quando cheguei na Casa de Maria. Era janeiro de 1994. Depois de tudo o que vivi aqui, sem dúvida posso afirmar: Nesta casa me tornei uma mulher livre!

Aqui fui formada e iniciei o meu processo de cura, que sinto que é para toda a vida.

Quando morei na Casa de Formação da Canção Nova em Queluz, era tudo muito estranho e muito diferente do que eu vivia, mas eu estava disposta a viver aquele tempo.Gruta de Nossa Senhora de Lourdes na Casa de Maria

Não foi fácil me deparar com as minhas misérias, fraquezas e carências. Nos grandes momentos de saudades e solidão eu corria para a Gruta de Nossa Senhora [foto acima], e lá derramava meu coração diante da Virgem Maria. Me sentia consolada, amada e acolhida.

Ah! Se essas escadas falassem! Quantas vezes sentada nessas escadas com o coração tomado de saudades da minha família… observava na Via Dutra, que fica justamente em frente a nossa casa, e via os Ritinha Canção Novaônibus que iam para Bahia, minha terra natal. O coração chegava doer.

Aqui nesta casa recebi uma carta do meu sobrinho, na época com 8 anos, me convidando para ser sua madrinha de Batismo. Esse foi o meio que Deus usou para eu, minha mãe e minha irmã nos tornarmos amigas, por que antes não nos entendíamos.

As boas experiências foram muitas, porém peço a Virgem Maria a graça de encarná-las em minha vida.
Que cada momento que vivi aqui me faça melhor para os meus irmãos.

Rita de Cássia (Ritinha)
Equipe Vocacional Canção Nova
fb.com/ritinhacn @amigadobem

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Texto escrito durante da 1ª Jornada 2012 na Casa de Maria em Queluz

Ser gerado no carisma Canção Nova

Em 2009 morei na Casa de Maria, em Queluz (SP) no perído de formação inicial da Canção Nova, chamado “Discipulado”. É um tempo onde os candidatos em discernimento vocacional debruçam-se intensamente sobre o carisma CN e nos escritos do pai e fundador da comunidade, monsenhor Jonas Abib.

Fiz grandes descobertas em minha história de vida e criei laços profundos com Deus através dos momentos de adoração pessoal e comunitária.

Fui impactado com muito amor de Deus por mim, através da presença da Virgem Maria e pela história desta casa.

A amizade foi um dos meios que Deus usou para me formar. A vida fraterna e a sadia convivência entre moças e rapazes me fizeram aprofundar em meu processo de cura inteiror e, com isso, resignificar o valor da amizade, da presença e do diálogo.

A frase que mais ressou naquele tempo foi “A Virgem é boa” – que rendeu até música composta por meu irmão Thiago Teodoro.

Assim como o “barro nas mãos do oleiro”, durante o discipulado eu me senti moldado a cada dia, e não foi fácil! Heloisa Paiva que o diga! :-) Foi preciso tirar as arestas e, muitas vezes, começar tudo de novo.

Contudo, brotava uma força do meu interior e me impulsionava a não parar em minhas limitações, pois o “homem novo” nasce de uma vida permeada de escolhas e decisões, que passam por nossa humanidadee e que precisam estar sempre em sintonia com o coração de Deus.

Tivemos a graça de ter 3 padres conosco: padre Reinaldo Cazumbá que os formava diariamente com suas homilias e frases impactantes; padre Bruno Costa que nos alegrava com sua presença e fraternidade e depois moramos com padre Roger Luis que nos levou a receber muitas graças nos momentos de oração.

Viver na Casa de Maria, também conhecida como o Santuário do Carisma Canção Nova, me possibilitou experimentar milagres: vi pessoas se transformando e sendo curadas. Mas é claro, que para isso acontecer cada um trilhou um caminho. Foi preciso muita coragem para deixar Deus tocar e curar as feridas da história…

Só posso concluir ressaltando como é belo contemplar no final de um tempo forte em nossa vida, como foi 2009 para mim, a transfiguração do “homem velho” para o “homem novo” que foi gerado no ventre de Maria e é alimentado por Deus com a intercessão Dela.

Mauricio do Nascimento Cataldo
Missionário CN atualmente na WebTVCN
fb.com/mauriciocataldo @cataldocn

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Edição do texto: Cleber Rodrigues (atualmente discípulo CN)

“Mãe, o que eu faço? Me ajude, por favor…”

Cheguei na Casa de Maria para viver um ano de formação na Canção Nova. Era janeiro de 1997. Levava comingo duas malas com meus pertences pessoais e um coração cheio de sonhos e expectativas para o futuro.

Ainda me lembro bem do aspecto físico daquela casa com alpendres e varandas, muitas árvores e flores. Um lugar agradável e acolhedor. Mas também me recordo dos diversos sentimentos que povoavam meu jovem coração. Estava insegura. Eu saia de casa pela primeira vez para viver algo tão decisivo. Deixava para trás tantos sonhos, projetos e uma família linda que me ama tanto. No entanto, uma certeza me consolava: estar morando na Casa de Maria.

orquideas escada da casa de maria

Minha expectativa ao chegar na casa, foi que Ela, como boa Mãe que é, cuidasse da minha vida, da minha vocação e me ajudasse a acertar na vontade de Deus. Hoje, 15 anos depois, posso afirmar que é isso mesmo que Ela tem feito desde aquele dia.

Já no ano de 97, a formação na Casa de Maria se dava em vários aspectos, desde o cuidar da casa até a convivência com os irmãos. Nessas coisas eu ia percebendo a ação concreta de Deus e a intercessão de Nossa Senhora em minha vida. Com o passar dos dias eu percebia que a mudança acontecia em mim.

Recordo-me que durante um mês fiquei responsável pela limpeza da capela, onde até hoje tem uma imagem linda do Imaculado Coração de Maria. Eu não sabia nem por onde começar a limpeza… Então olhei bem para a imagem de Nossa Senhora e pedi a sua ajuda: “Mãe, o que eu faço? Sei que a Senhora está aqui, então me ajude, por favor!” Naquele momento senti a presença de Maria me acalmando e dizendo: “Não tenha medo! Você está em casa, na minha casa, e eu vou lhe ajudar”. E ajudou mesmo! Comecei a falar com ela e ouvia sua voz me dirigindo os passos. E assim comecei a me sentir livre para falar com ela. Partilhava da minha vida e de minhas lutas diárias. Aos poucos nos tornamos amigas. Esse diálogo foi se estendendo e, graças a Deus, até hoje conservo esse hábito de falar com a Mãe do céu.

Hoje sou casada e vivo na missão da Canção Nova em Fátima – Portugal. Em nossa casa temos uma imagem bem grande de Nossa Senhora e muitas vezes me pego conversando com Ela da mesma maneira que aprendi quando morei em Queluz (SP).

Compreendo que Maria é simples e gosta que nos relacionemos com ela assim, com simplicidade. É uma mãe e diante dela podemos agir como somos sem medo, sem rodeios. Ela nos entende mesmo quando não encontramos as palavras certas para nos expressarmos. Ela é mestra e por isso nos ensina a sermos, a exemplo de Jesus, obedientes a Deus a partir das pequenas coisas até chegarmos as grandes.

Sou grata a Deus por essas experiências! Sempre que volto a esta casa é como se ouvisse mais uma vez os conselhos de Nossa Senhora que se expressam nos detalhes do lugar.

Tenho certeza de que foi Maria quem me ensinou, naquele tempo, a limpar a capela e é ela que continua me ensinando a das os passos que preciso diante de casa situação.

Dijanira Silva missionária Canção Nova em Portugal - Casa de Maria Queluz
Como filha de Maria, peço que Ela seja também a sua formadora.

Dijanira Silva
Missionária Canção Nova em Fátima – Portugal

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Edição do texto: Fernanda Mazoti (atualmente discípula CN em Queluz)

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Veja também
.: Mais de 150 artigos de Dijanira Silva no canal formacao.cancaonova.com
.: Música CN: assunto do programa “De Mãos Unidas” apresentado por Dijanira Silva
.: Experiências de outros missionários na Casa de Maria em Queluz

O verdadeiro Santuário do Carisma Canção Nova

Tive a alegria de morar em Queluz – Casa de Maria – em 2010. Neste Lugar vivi o meu Discipulado, um tempo intenso de formação dos membros da Comunidade Canção Nova. Nessa casa fui gerado para a Igreja, para que minha vida fosse entregue toda através do Carisma Canção Nova. É o lugar onde está o fundamento da minha vocação, da minha oferta.

A capela desta casa é testemunha da minha história. Nela me debrucei sobre a minha vida, meu passado. Ali a minha história ganhou um novo sentido, uma nova direção.

Um lugar histórico e especial para mim é a sala de palestras, a “Sala do Chamado”, onde o nosso pai fundador Monsenhor Jonas Abib, OUSOU, na festa de Cristo Rei de 1977, desafiar um grupo de jovens a dar um ano da sua vida para Deus. Naquele lugar ainda ecoa a voz de Padre Jonas Abib: “Quem está disposto a deixar a sua casa e vir viver em comunidade”?. Ali aconteciam as nossas formações. Ali fui formado para viver uma vida nova.

Monsenhor Jonas no livro “Canção Nova uma obra de Deus”, ao falar do nome dado a casa, Casa de Maria, diz que ela só podia ter este nome, porque ali as pessoas nascem para uma vida nova, ali são formados os filhos de Deus. Sou fruto desta formação, desta vida nova.

Como canta o diácono Nelsinho Correa, “nas montanhas resplandece  a Glória de Deus”.

O lugar que  mais gostava da casa, o lugar do meu encontro com Deus, era o ponto mais alto do terreno onde a Casa de Maria está localizada. De lá eu via toda a Casa de Maria, a curva do Rio Paraíba,  as lindas montanhas em frente a casa, que foram fonte de inspiração para a música “Compromisso”. Um lugar de inspiração para a minha intimidade com o Criador de toda aquela beleza.

De lá via os carros que passavam pela rodovia. No fim daquela estrada se encontra minha terra natal, a cidade de São Paulo, lugar das minhas origens. Por essa estrada carros seguiam para o lugar que eu deixei, mas eu me decidia em continuar ali, para encontrar a minha verdadeira origem: os desígnios do coração de Deus para mim. Eu sabia que Deus tinha um projeto, que era melhor, MUITO melhor que os meus. Ali me encontrava. Derramava lágrimas e me alegrava ao ver a obra que Deus estava realizando na minha vida.

Faz um ano que me mudei desta casa, enviado a “Ir e Pregar o Evangelho!” Sinto a cada dia a voz que ressoa na Casa de Maria, voz das origens da Canção Nova. Essa voz de Deus, ecoada pela boca do profeta Jonas Abib, que me impulsiona a seguir, a entregar a minha vida, minha juventude para a Evangelização.

Hoje atuo como missionário no departamento de Engenharia de Rádio e TV da Canção Nova. Faço parte da missão Revolução Jesus e sou realizado. A missão hoje é mais eficaz por que o berço da minha vocação é  a Casa de Maria, por Maria fui formado.

Sou consagrado da Casa de Maria!

Wagner Ponciano
Comunidade Canção Nova
fb.com/poncianocn @poncianocn

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Edição de texto: Mônica Maria (atual discípula CN)