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Hoje pela manhã, participei da missa presidida pelo Padre José Augusto. Durante a homilia (na qual explicava a parábola do “tesouro encontrado no campo”), ele questionou a assembleia com o versículo 4, da da carta de São Paulo à Tiago (capítulo 4): ”Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus?” (v.4a) e completou “Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus”(v.4b).

Neste momento, lembrei do fenômeno que acontece com a água e do óleo, que não se misturam. Recordo-me de já ter visto algo sobre isso nos tempos de colégio (mas já faz algum tempo! rs) e, assim, resolvi pesquisar. Agora: e você, sabe responder porque esse fenômeno acontece? Como isso pode ser comparado ao nosso relacionamento com Deus? Vamos mergulhar juntos no mundo molecular. Boa leitura!

Polaridade e apolaridade das moléculas

A razão para esse fenômeno está nas pequenas partículas que constituem cada uma dessas substâncias. A estrutura molecular da água e do óleo determina a maneira como elas interagem. A interação de água e óleo resulta da carga elétrica das moléculas de água. A molécula da água contém dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, logo, o nome científico é H2O. Os átomos de hidrogênio emitem uma carga elétrica positiva em uma extremidade da molécula e os de oxigênio, uma negativa do outro lado. Por essa razão, os cientistas classificam as moléculas da água como polares. As moléculas de óleo não contêm uma carga, ou seja, elas são apolares.

Atração das moléculas
Os átomos com carga negativa atraem os que têm carga positiva. Assim, a carga negativa do oxigênio, no final de uma molécula de carga positiva da água, atrai os átomos de hidrogênio positivamente carregados. Eles criam uma conexão chamada de ligação de hidrogênio. Devido à carga elétrica das moléculas de água, as moléculas de óleo exibem uma forte atração a elas mais do que a outras moléculas de óleo. Eis porque o óleo tende a criar uma fina película quando cai em pequenas quantidades na água. As moléculas do óleo tentam espalhar-se para se ligarem à água, ao invés de criarem uma ligação entre elas mesmas.

As moléculas de água ficam juntas
Por causa de sua polaridade, as moléculas de água possuem uma forte atração em direção umas às outras, mais do que elas possuem em direção às moléculas de óleo. Estas, tentam conectar-se à água, mas as ligações de hidrogênio, que ligam as moléculas de água, permanecem fortes demais para deixá-las entrar. Se atraído para a superfície da água, o óleo irá separar-se em uma camada da espessura de uma molécula, desde que cada uma tentará juntar-se à água. Se agitado em água, o óleo formará moléculas em bolas separadas, pois os laços segurando as moléculas de água juntas não quebrará facilmente para deixá-lo entrar.

Porque o óleo flutua na água?
Já que as moléculas de água não deixarão as moléculas de óleo aderirem através de suas ligações, o óleo será empurrado para longe do centro da água. Você não encontrará um recipiente de água com o óleo localizado no meio, suas moléculas não se separarão para permitir isso. Elas apresentam uma densidade mais elevada do que as do óleo, significando que elas pesam mais. Por ser mais leve, o óleo sobe ao topo. Se mexidos, o óleo e a água sempre se separarão novamente, com o óleo por cima.

Fonte: eHow Brasil


fale-comigo NOTA: Como água e óleo, aquilo que é de Deus naturalmente não se misturam com aquilo que é mundano. Talvez, você esteja se perguntando: “Ok, mas sobre quais coisas do mundo você se refere, Cleber?” Respondo com a citação de um trecho da carta de São Paulo aos Gálatas 5,19-21a: “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas.” 

Assim, dentre toda a Criação, o ser humano – o homem e a mulher – foi criado por Deus essencialmente para amar e ser amado. A composição fundamental molecular do ser humano é o amor. Um amor inexplicável que impulsiona a luta contra a morte a cada pulsação: do nascimento à morte. O natural que passa, clama pela vida sobrenatural que não passa. Assim como a água e o óleo comportam-se conforme sua natureza, nós precisamos sempre nos perguntar: as escolhas que tenho feito para minha vida (que é breve) me aproxima ou me afasta da finalizada para a qual eu fui criado(a)?

Orar, portanto, é pedir sabedoria para fazermos boas escolhas. Preste atenção na oração do dia de hoje, recomendado na liturgia de hoje: “Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.” Legal, né? Entende agora, porque não dá para misturarmos as coisas? Não dá. Não rola uma “química”. De qual lado você quer estar?

Se ajudar, baixe aqui em MP3 e medite: “Se tu te converteres, eu te converterei, e na minha presença ficarás. E se souberes separar o que tem valor daquilo que não presta, serás a minha boca, eles passarão para o teu lado e tu não passarás para o lado deles.” (Jeremias 15,19). Venha para o lado da vida. A vida vale mais.