Estive preso e vieste me visitar

jesus-maria-visita-prisao

Hoje é o 2º domingo do mês de maio. O dia do Senhor e também o dia em que comemora-se o Dia das Mães. É uma data comemorativa onde homenageia a mãe e o dom da maternidade.

Segundo artigo sobre este tema na Wikipedia, trata-se de uma data de origem controversa e atribuída, inicialmente, as comemorações que eram realizadas por motivações mitológicas – em que era festejada na entrada da primavera (em honra de Reia, considerada naquele contexto como a mãe dos deuses por sua fertilidade). No entanto, uma das referências históricas contemporâneas para esse “feriado” está ligado à Anna Jarvis (reconhecida como idealizadora do Dia das Mães nos Estados Unidos). No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. É uma data comemorativa que não é fixada e por isso, celebrada em diferentes dias de acordo com o país ou a cultural. Em Portugal, por exemplo, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.

Feli$ dia das Mãe$. Roupas, bijouterias e perfumes. Com uma boa parcela do faturamento anual, obviamente não podemos ignorar que, na realidade, o “grosso” mesmo desta data é o impacto comercial: tem muito “dindin” caindo, tem muita gente querendo pegar e, provavelmente, tem pouca gente querendo perder. Afinal, nem todo mundo é mãe, mas todo mundo é filho.

Hoje é domingo, dia de visita. Mãe é mãe, e estar preso(as) é uma excessão dentre o universo total da população mundial. Porém, fazendo memória daquilo que o mestre Jesus ensinou que Ele não veio para os são e sim para os doentes (cf Mc 2,17), não pretendo neste dia falar de “fofurices” ao redor da mesa com muito churrasco e músicas nas alturas, mas sim, quero partilhar a realidade das mães que possuem filhos(as) encarcerados(as).

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. São cerca de 550.000 presos: esse número é maior que a população de Luxemburgo (531.000) e de Roraima (470.000). Ao dividirmos a população carcerária pelo número de médicos em atividade no país, temos 1,4 preso para cada médico (cerca de 400.000).

A Lei de Execução Penal garante que toda pessoa presa tem direito à visita do/a cônjuge, do/a companheiro/a, do/a filho/a, de parentes e amigos/as, em dias determinados. A visitação tem a finalidade de preservar e estreitar as relações da pessoa presa com a sociedade e a família.”

Para ilustrar musicalmente essa reflexão, partilho com você o clipe “Dia de Visita” do grupo de rap Realidade Cruel, do interior paulista e que foi ganhador do prêmio Hútuz 2008, como “melhor grupo solo”. Por conter a realidade sem máscaras e sem perfumaria, recomendo somente para 12 anos ou mais.

 Assista aqui: “Dia de Visita” (Realidade Cruel) ||   Inadequado para menores de 12 anos

Forte, né? É mensagem é de lamento, um canto de conversão. Forte, porém, profundamente marcante principalmente neste parágrafo: “Sinto uma grande vontade de chorar ao ver a minha mãe, aqui, vindo me visitar. Talvez se eu tivesse pensado um pouco mais, talvez hoje eu não estaria atrás de uma cela num pátio de um presidio, numa triste tarde de domingo”. Ainda que tenhamos a impressão de que, sobretudo no Brasil, os presos saem piores do que entram, vamos orar pelos corações das mães que sofrem com seus filhos nas prisões.

Confiemo-nos ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, para que sejamos libertos, restaurados e alcancemos a salvação. Se você está vivendo uma vida de pecado, com os pés sujos na criminalidade – pelo amor de Deus e por amor à sua mãe: saia enquanto há tempo!

Conhece alguém preso? Se possível, visite. “Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25,40) #Caridade

Que Deus nos abençoe.
Até a próxima!

 

Cleber dos Santos Rodrigues
Comunidade Canção Nova