A condenação de Deus pelos homens aconteceu por inveja, orgulho, medo, omissão. Ainda que Rei e ainda que inocente, Jesus é condenado à morte.
“Viva o rei dos Judeus” “Eis o homem!” “Fora, fora, Crucifica-o!” “Vou crucificar o vosso rei?” “Não temos outro rei senão César.”
A condenação de Jesus, que ocorreu há dois milênios, acontece ainda hoje em nossas escolhas quando escolhemos outro modelo de homem, de humanidade; quando escolhemos outro rei neste mundo, rejeitando a realeza de Jesus; quando irritados, cheios de orgulho e inveja, gritamos crucifica-o! Quando, em nossas rebeldias contra a fé, contra a Igreja e na prática de pecados de maneira consciente e deliberada, nós levamos Deus à condenação.
É difícil decidir sobre a condenação à morte de uma pessoa, porque se trata de uma vida. Se essa pessoa é inocente, a condenação requer um critério ainda mais apurado, pois a acusação precisa ser provada.
Mas, quando o acusado é inocente e, mais que isso, prova por seus atos que é Deus, a condenação nos parece impossível, a menos que, influenciados por grupos ou pessoas e por nossos próprios interesses egoístas, iludidos quanto à verdade e ao futuro, avançamos na loucura de nossa maldade e condenamos aquele que nos garante a existência, para vivermos livremente nossa própria anarquia.
Parece loucura? É loucura! Parece ilógico? É ilógico! Mas nós escolhemos essa loucura todas as vezes que levamos Deus à condenação.
Leia o trecho em Jo 19,1-16
Na Bíblia CNBB, página 1336
Título: Flagelação, escárnio, novo interrogatório, julgamento.
Não há promessas, ordens ou princípios eternos.
Qual a mensagem de Deus para mim hoje?
Jesus deixou que fizessem isso com ele, ninguém o obrigou. Ele passou por tudo porque quis! Por amor a mim.
Como posso pôr isso em prática?
Retribuir este amor obedecendo a suas leis e mandamentos, dando testemunho de amor fraterno.