Frei Galvão, a sua devoção a Maria e o sacerdócio

Saiba o que Frei Galvão tem a nos ensinar sobre a devoção a Virgem Maria e o sacerdócio na Igreja Católica.

Na memória de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, Padre Paulo Ricardo nos explica, em sua homilia, que ele foi um sacerdote exemplar que nutria uma especial devoção a Santíssima Virgem Maria.

Saiba o que Frei Galvão tem a nos ensinar sobre a devoção a Virgem Maria e o sacerdócio na Igreja Católica.

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão

Primeiramente, Padre Paulo nos recordou a profunda devoção de Frei Galvão a Virgem Maria. Depois, ele falou sobre a devoção mariana na vida dos sacerdotes e, finalmente, lembrou que Frei Galvão é um exemplo luminoso para todos os sacerdotes. Transcrevemos a homilia do Padre e disponibilizamos abaixo o texto, bem como o áudio:

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A devoção de Frei Galvão a Virgem Maria

Ao celebrarmos a memória de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, popularmente conhecido como Frei Galvão, queremos recordar, em primeiríssimo lugar, sua devoção a Virgem Imaculada.

Não foi por acaso, mas por providência divina que o primeiro santo canonizado nascido em território brasileiro nasceu na cidade de Guaratinguetá-SP, onde foi encontrada a imagem da Imaculada Conceição Aparecida. Frei Galvão nasceu em Guaratinguetá e a imagem foi encontrada no território dessa cidade[1]. Ali, no Vale do Paraíba, Deus quis colocar nossa Mãe Imaculada e o seu mais entusiasmado devoto.

Frei Galvão, como sacerdote franciscano, era devotíssimo da Imaculada Conceição e a ela era consagrado. A devoção a Imaculada de Frei Galvão era tal que ele quis atestar essa sua entrega se consagrando totalmente a Virgem Maria. E, como se não bastasse isso, ele quis assinar o seu ato de consagração com o sangue de seu peito. Ele escreveu a consagração, como se fazia na época, com uma pena e um tinteiro. No final, ele tirou um pouco de sangue, ferindo o seu peito, embebeu a pena com ele e assinou a sua consagração a Virgem Santíssima. Estou dizendo isso não para alguém imitar este ato, mas para dizer da entrega total deste sacerdote tão mariano, tão devoto da Virgem Imaculada.

A devoção a Maria no ministério dos sacerdotes

O primeiro Santo nascido no território brasileiro a ser canonizado foi um sacerdote. Aqui recordamos que quando Jesus quis entregar a sua Mãe a Igreja inteira, a toda a humanidade, a todos os homens de todas as gerações, a cada um de nós, Ele escolheu o único sacerdote ordenado presente no Calvário: São João (cf. Jo 19, 25-26). É evidente que Jesus entregou sua Mãe à humanidade inteira. João representava a todos nós: sacerdotes, bispos, cardeais, papas, leigos religiosos, celibatários. Mas, por que foi a um sacerdote que Ele entregou a sua Mãe? (cf. Jo 19, 27). Porque a nossa Mãe bendita quer que todos os sacerdotes se entreguem a ela e, ao mesmo tempo, recebam-na como Mãe especialíssima!

Se não for Nossa Senhora para cuidar da salvação e da santificação dos padres, de nada valerão os nossos esforços. Todo sacerdote e todo aquele que decide entrar no seminário está fazendo uma declaração de guerra à Satanás. E quanto mais santo, quanto mais decidido, quanto mais resoluto ele for, mais ele será antagonizado.

Ora, quando nosso Senhor Jesus Cristo dá uma missão a uma pessoa, Ele tem que lhe dar a graça, senão essa missão o esmagaria. A sobrevivência da Igreja Católica depende dos sacerdotes. Se nós não tivéssemos sacerdotes no mundo, a Igreja estaria destruída. Toda a estrutura da Igreja está fundada no sacerdócio católico. Destruir o sacerdócio católico é destruir a Igreja. Porque sem sacerdotes não haveria Eucaristia, da qual vive a Igreja[2]. Sem sacerdotes não haverá o perdão dos pecados, do qual precisamos para nos aproximar da Eucaristia. O mundo perderia o sentido sem a Eucaristia. Não haveria razão para a existência do planeta e do universo. Porque a Eucaristia é a única realidade que ainda dá sentido a este mundo. Pois, somos feitos para a união com Deus. Esta é a razão de tudo e a Eucaristia nos dá essa união!

Ouça à homilia do Padre Paulo Ricardo com o tema “Frei Galvão, a sua devoção a Maria e o sacerdócio”:

O exemplo de Frei Galvão aos sacerdotes

Coloquemo-nos aos pés da cruz, com a Virgem Maria e São João, e peçamos a Jesus Cristo a luz para enxergar esse mistério: se os sacerdotes ordenados não tiverem a proteção da Virgem Maria e a ela não se entregarem, a luta estará totalmente perdida e os sacerdotes estarão todos condenados ao Inferno.

Ser sacerdote é fazer uma declaração de guerra a Satanás. Como Deus não dá uma missão sem dar as armas para o combate, Ele entrega aos seus filhos sacerdotes a Virgem Maria. Santo Antônio de Sant’Ana é para nós um exemplo luminoso de: como devem ser os sacerdotes; como estes dependem da Mãe Santíssima; como todos precisam ser da Imaculada; como todos são atacados por aquele que quer fazer de nós maculados: Satanás.

Humilhemo-nos na presença de Deus e peçamos a Ele que tenha compaixão de todos os sacerdotes do Brasil e do mundo. Mas, sobretudo dos sacerdotes brasileiros. Deus nos deu este intercessor no Céu, com outros santos sacerdotes, que derramaram o seu sangue para transmitir a fé!

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, como um farol, nos indica: não há Igreja sem sacerdócio e o sacerdote não resistirá se não se colocar sob a proteção da Imaculada. Meditemos sobre isso e peçamos a Deus que nos faça enxergar essas verdades com toda a profundidade da fé.

Entreguemo-nos confiantes e peçamos que a Imaculada Conceição Aparecida interceda por todos os sacerdotes do nosso Brasil. Amém!

Links relacionados:

TODO DE MARIA. A consagração a Maria passo a passo.
TODO DE MARIA. Santuário de Aparecida, nova Igreja-Catedral.
TODO DE MARIA. São Luís Maria, missionário até a morte.

Nota e referência:


[1]  O lugar onde foi encontrada a imagem atualmente faz parte da cidade de Aparecida.
[2]  PAPA SÃO JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Ecclesia De Eucharistia, 1.

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