A virtude da esperança aponta para o sentido definitivo da vida humana, na qual a morte não tem a última palavra.

Esperança verdadeira aponta para a Vida eterna.Na Solenidade de Todos os Santos e na Comemoração de todos os fiéis defuntos podemos reconhecer uma grande esperança na morte e levar uma vida a partir da esperança. Porém, se pensamos que a nossa vida se reduz à existência terrena, a própria vida perde o seu sentido mais profundo. “O homem tem necessidade de eternidade, e para ele qualquer outra esperança é demasiado breve, é demasiado limitada” (Papa Bento XVI, Catequese de 02/11/2011). O homem só se compreende a partir da fé em Deus, na confiança em um Amor que supere o isolamento, a separação, os desencontros da vida, a morte e até mesmo as barreiras do espaço e do tempo. O homem só compreende o sentido mais profundo da sua vida em Deus. Nós estávamos longe de Deus, mas Ele se fez próximo de nós, entrou na nossa vida por Jesus Cristo, que nos diz: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11, 25-26).

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No monte Calvário, onde Cristo foi crucificado, a princípio podemos imaginar um cenário de dor, de angústia, de sofrimento quase insuportável. Depois de ser baterem n’Ele com muita violência, Jesus estava crucificado no meio de dois ladrões (Lc 23, 33). Neste cenário de sofrimento, de morte, somos convidados a ouvir as palavras que Jesus, do alto da Cruz, dirige ao malfeitor crucificado à sua direita: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). Esta promessa de Cristo ao “bom” ladrão nos enche de esperança.

No terceiro dia depois da morte do Senhor, dois discípulos estavam a caminho de Emaús e, depois de um longo trecho conversando com Jesus, reconhecem o Mestre e voltam para Jerusalém para anunciar a Ressurreição de Cristo (cf. Lc 24, 13-35). O encontro com Jesus Ressuscitado enche novamente o coração dos discípulos de Emaús de esperança. Podemos nos colocar no lugar desses homens, que passaram a entender com clareza renovada as palavras do Mestre: “Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós” (Jo 14, 1-2).

Deus revelou-se, veio ao nosso encontro e amou de tal modo o mundo, “que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). “No supremo gesto de amor na Cruz, mergulhando no abismo da morte, venceu-a, ressuscitou e abriu também para nós as portas da eternidade” (Idem). Cristo nos sustenta através da noite escura do isolamento, do abandono, da morte, que Ele mesmo atravessou. Podemos confiar em Jesus sem qualquer temor, pois Ele conhece bem o caminho, até mesmo através na mais completa obscuridade.

A cada Domingo, Dia do Senhor, no “Creio”, nós confirmamos nossa fé na verdade da eternidade. “Visitando os cemitérios para rezar com afeto e com amor pelos nossos defuntos, somos convidados, mais uma vez, a renovar com coragem e com força a nossa fé na vida eterna, aliás, a viver com esta grande esperança e testemunhá-la ao mundo: por detrás do presente não existe o nada” (Idem). Existe sim a esperança do reencontro com as pessoas que amamos, que aponta para o desejo do encontro com o Amor Supremo e Infinito que é Deus. Somente a fé na vida eterna dá ao cristão a coragem de amar ainda mais intensamente esta nossa terra e de trabalhar para lhe construir um futuro melhor, para lhe dar uma verdadeira e segura esperança.

Nos caminhos, por vezes, obscuros da vida, quando nos deparamos com a possibilidade da morte, nos coloquemos novamente na cena do Calvário, com a Virgem Maria de pé diante da cruz de Cristo (cf. Jo 19, 25). Naquele momento, no qual uma espada de dor transpassou sua alma (cf. Lc 2, 35), a Mãe de Jesus não perdeu a esperança, mas ao contrário, viu seu Filho morto na cruz e acreditou que Ele era Deus e que a morte não tinha a palavra definitiva. Cristo é o Verbo, a Palavra de Deus encarnada, que venceu a morte e nos deu a vida: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11, 25). Por sua fé na vida eterna, Nossa Senhora tornou-se para nós a Estrela da Esperança, que nos orienta nos caminhos da vida. Peçamos a Virgem Maria, especialmente nestes dias em que fazemos memória de Todos os Santos e dos fiéis defuntos, pelas almas do purgatório, principalmente pelas que não tem ninguém que reze por elas. Rezemos também pelos pobres pecadores, para que estes alcancem um dia a vida eterna. Nossa Senhora da Esperança, rogai por nós!

2 Comentários

  1. ivanildo anotonio da silva

    nossa senhara tenho fé ela mim salvou de eu morre em acidente de carro

  2. maria das graças dos santos schoeps

    Amo Maria e sempre peço a ela que interceda e ilumine minha vida e a dos meus filhos e sonho constantemente com ela.

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