Papa João XXIII e Papa João Paulo II: grandes propagadores da devoção a Virgem Maria.

João XXIII, João Paulo II e a devoção a Virgem Maria

O Papa João XXIII e o Papa João Paulo II foram devotos da Santíssima Virgem Maria e grandes propagadores da devoção mariana na Igreja. A este respeito, Papa Francisco disse de São João XXIII e São João Paulo II: “Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria”1. João XXIII e João Paulo II foram homens extraordinários, cheios de virtudes, reconhecidos pela Igreja e pelo mundo. João XXIII e João Paulo II tinham suas particularidades, mas também muitas coisas em comum e uma das mais importantes é a devoção dos dois santos a Virgem Maria.

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São João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli – 28/10/1958 a 3/06/1963) ficou mundialmente conhecido como o “Papa Bom” e também como o Papa que convocou o Concílio Vaticano II, mas ao início de seu pontificado era considerado por muitos como um “Papa de transição”, entre o pontificado do Papa Pio XII e do seu sucessor. Entretanto, João XXIII não se intimidou e conduziu a Igreja a uma abertura ao novo que o Espírito de Deus queria realizar. Por isso, podemos dizer, com disse o Papa Francisco, que ele foi o “Papa da docilidade ao Espírito Santo”2. Por esta docilidade ao Espírito, semelhante à da Virgem de Nazaré, a “cheia de graça”3, podemos também dizer que João XXIII foi o “Papa de Maria”, como ele mesmo disse: “quero ser todo de Maria para pertencer totalmente a Jesus”4.

O Papa João XXIII, antes de João Paulo II, já reconhecia a importância de Nossa Senhora na renovação da Igreja e na iminência do Reino de Jesus Cristo, que é precedido pelo Reino da Virgem Maria: “Todos esses anos de história da Igreja e das almas dão razão a São Luís Grignion de Montfort, que anunciou como iminente a era de Jesus, ‘precedida de um triunfo régio e materno de Nossa Senhora’5. Realmente, fomos testemunhas de um inegável despertar da vida cristã, de um florescimento de obras santas, de um fervor apostólico que relembra os primeiros tempos da era cristã, e acreditamos que tudo isso o devemos à poderosa intercessão da Imaculada”6.

Assista o vídeo da canonização do Beato João XXIII e do Beato João Paulo II:

São João Paulo II (Karol Józef Wojtyla – 16/10/1978 – 2/04/2005), nosso saudoso “João de Deus”, é o “Patrono da Juventude”7 e, como gostaria de ser lembrado, o “Papa da Família”8. Apesar das particularidades que diferenciam suas personalidades, o Papa João Paulo II tinha em comum com o Papa João XXIII o amor filial e a devoção profunda a Virgem Maria. Ambos também tinham em comum o conhecimento do livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria” e da teologia mariana de São Luís Maria Grignion de Montfort. Como Luís Maria e João XXIII, João Paulo II também incentivava muito devoção a Nossa Senhora e a oração do Santo Rosário.

No movimento que chamou de relançamento do Rosário da Virgem Maria, que se deu principalmente através da sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, o Papa João Paulo II nos recorda duas intenções urgentes para nossas orações. “A primeira delas é a urgência de invocar de Deus o dom da paz”9. Em tantas partes do mundo, diante das novas situações de sangue e violência, “descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d’Aquele que ‘é a nossa paz’, tendo feito ‘de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava’ (Ef 2, 14)”10. Outra realidade crítica daquele, e também do nosso tempo, é a da “família, célula da sociedade, cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático11, que fazem temer pelo futuro desta instituição fundamental e imprescindível e, consequentemente, pela sorte da sociedade inteira. O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastantes desta crise da nossa época”12.

Depois de conhecer um pouco mais o pensamento de São João XXIII e de São João Paulo II, descobrimos que estes dois santos tiveram em comum o amor de filho e a profunda devoção a Nossa Senhora. A devoção mariana desses grandes homens de Deus os levou a incentivar com todo o ardor de seus corações o Santo Rosário da Virgem Maria. Por isso, como nos pediu João Paulo II, rezemos pela paz no mundo, que sofre com todo tipo de violências, e pelas famílias, que estão ameaçadas pelas ideologias que querem enfraquecê-las e destruí-las. Outra intenção para as nossas orações nos vêm de João XXIII, que aguardava, “’no silêncio e na esperança’ (Is 30,15), a mística vinda do divino Paráclito que desce para renovar na Igreja os prodígios como em um novo pentecostes”13. Inspirados pelo “Papa da docilidade ao Espírito Santo”, e em atenção às palavras do Papa Francisco, peçamos “a graça de não ter medo da novidade do Evangelho, de não ter medo da renovação que o Espírito Santo nos faz”14. São João XXIII e São João Paulo II, rogai por nós!

Referências:

2  Idem, ibidem.

3  Lc 1, 28.

4  BERMEJO, Jesus. Maria na vida de João XXIII: Mensagens da alma para o coração. São Paulo: Ave-Maria, 1988, 155.

5  MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Anápolis: Fraternidade Arca de Maria, 2002, 13.

6  BERMEJO, Jesus. Op. cit., 29.

8  Homilia do Papa Francisco na Santa Missa e Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, em 27 de abril de 2014.

9  PAPA JOÃO PAULO II. Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 6.

10 Idem, ibidem.

11 Como exemplos atuais dessas forças desagregadoras que ameaçam as famílias, citamos, a nível ideológico, a ideologia de gênero e o feminismo e, a nível prático, as novelas, que incentivam a separação das famílias, o homossexualismo, a violência e o aborto.

12 PAPA JOÃO PAULO II. Op. cit., 6.

14 PAPA FRANCISCO. Homilia de 6 de julho de 2013. Papa Francisco: Não devemos ter medo de renovar as estruturas da Igreja.

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