Neste primeiro sábado do mês de Maio, meditemos sobre o mistério da Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, em reparação das ofensas ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria.

Do mesmo modo que a águia ensina os seus filhotes a voar, no mistério da sua Ascensão, nosso Senhor Jesus Cristo nos exorta a alçar voo e a acompanhá-lo ao Reino dos Céus, se não com o nosso corpo, ao menos com o afeto do nosso coração. Desprendamos os nossos corações desta terra e aspiremos pela Pátria celeste, onde se encontra a nossa felicidade, na espera – como diz o Apóstolo – da adoção definitiva como filhos de Deus e a redenção do nosso corpo (cf. Rm 8, 23).

Neste primeiro sábado do mês de Maio, meditemos sobre o mistério da Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, em reparação das ofensas ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria.

Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo

Ao mesmo tempo em que aspiramos pela Jerusalém celeste, tenhamos sempre diante dos nossos olhos os exemplos da vida mortal do Verbo de Deus encarnado e imitemos as suas belíssimas virtudes, especialmente a sua mansidão e a sua humildade. Pois, a humanidade de Jesus Cristo é o caminho que nos conduz ao Reino dos Céus.

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Os discípulos e o mistério da Ascensão de Jesus Cristo

O lugar merecido e justo a Jesus Cristo ressuscitado era o Reino dos Céus, que é a morada das almas e dos corpos bem-aventurados. Entretanto, Jesus quis permanecer quarenta dias nesta terra e aparecer várias vezes aos seus discípulos para certificá-los da sua ressurreição e instruí-los nas coisas relativas à sua Igreja: “Loquens de regno Dei – Falando do reino de Deus” (At 1, 3).

Logo após desempenhar essa nobre missão, o Senhor quis, antes de deixar a terra, mostrar-se mais uma vez aos apóstolos em Jerusalém; e depois de lhes repreender suavemente a sua dureza de coração, por não acreditarem na sua ressurreição (cf. Mc 16, 14), ordenou-lhes que fossem para o Monte das Oliveiras, o lugar onde começou a sua Paixão, a fim de que compreendessem que o verdadeiro caminho para ir ao Céu é o dos sofrimentos. Depois, o Ressuscitado repetiu mais uma vez o que já lhes ordenara, especialmente que pregassem o Evangelho pelo mundo inteiro (cf. Mc 16, 15). Feito isto, o divino Redentor levantou as mãos e os abençoou.

Em seguida, como medita São Boaventura, o Filho de Deus abraça a sua Mãe santíssima e aperta-a contra o coração, anima e conforta os seus discípulos, que, entre lágrimas, beijam-Lhe os pés e, com as mãos levantadas e o semblante extraordinariamente majestoso e amável, coroado e vestido como Rei, se eleva lentamente ao Céu, levando em sua companhia as numerosíssimas almas dos justos, livradas da mansão dos mortos[1]. Ao contemplar essa visão, todos os presentes ajoelharam-se novamente e Jesus os abençoou mais uma vez. Enfim, o Filho de Deus desapareceu em meio às nuvens, ascendeu aos Céus e sentou-se à direita do Pai, de onde não cessa de interceder como nosso medianeiro e advogado: “Dominus Iesus, postquam locutus est eis, assumptus est in coelum, et sedet a dextris Dei – O Senhor Jesus, depois que lhes falou, foi assunto ao céu, e está sentado à direita de Deus” (Mc 16, 19).

A contemplação do mistério da Ascensão de Jesus Cristo

Avivemos a nossa fé e contemplemos o júbilo que a entrada triunfal de Jesus Cristo causou no paraíso celeste. Alegremo-nos com o divino Redentor e unamos os nossos afetos aos de Maria Santíssima e dos seus outros santos discípulos.

Como a águia ensina seus filhos a voar, no mistério da Ascensão, Jesus Cristo nos exorta a levantar voo e acompanhá-Lo aos Céus, senão com o corpo, ao menos com os nossos afetos. Assim, desprendamos os nossos corações da terra e suspiremos pela pátria celeste, onde se encontra a verdadeira felicidade, e esperemos – como diz São Paulo – a adoção de filhos de Deus e a redenção de nosso corpo (cf. Rm 8, 23). Além disso, tenhamos sempre diante dos nossos olhos os exemplos da vida mortal do Filho de Deus encarnado. Imitemos a sua humildade e a sua mansidão, o seu espírito de mortificação, a sua caridade e o seu zelo pela glória do Pai. Numa palavra, despojemo-nos do homem velho (cf. Cl 3, 9; Ef 4, 22), revestindo-nos das virtudes de Jesus Cristo, que são como que o manto, que, à imitação de Elias, Ele deixou para seus discípulos, quando subiu aos Céus (cf. 2 Rs 2, 9-13).

Para vencermos todas as dificuldades que encontramos no caminho do Senhor, recordemos muitas vezes a grande verdade que os Santos Anjos ensinaram aos discípulos, que, arrebatados, olhavam o céu, para o qual acabava de subir o seu amado Mestre: “Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu – Sic veniet, quemadmodum vidistis eum euntem in coelum” (At 1, 11).

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório

Meu querido Redentor Jesus, regozijo-me pelo vosso triunfo glorioso e rogo-vos que arranqueis de meu coração todo o afeto aos bens miseráveis desta terra, para não suspirar senão pelos do paraíso, que vós merecestes para mim pela vossa paixão. – A mesma graça peço de Vós, ó Pai Eterno. “Concedei-me que, assim como creio firmemente que vosso Filho unigênito e nosso Redentor subiu hoje ao céu, assim possa continuamente morar ali com o meu espírito e os meus desejos”[2]. – Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima[3].

Links relacionados:

TODO DE MARIA. A devoção dos cinco primeiros sábados.
TODO DE MARIA. A Mensagem de Fátima e a penitência.
TODO DE MARIA. Três motivos para a reparação ao Imaculado Coração de Maria.

Referências:


[1]  SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Meditações para todos os dias e festas do Ano: Tomo II, p. 103. Med. vit. Chr.
[2]  Idem, p. 104. Or. festi. curr.
[3] Idem, ibidem.

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