A submissão e a obediência a Virgem Maria nos alcança os tesouros e as maravilhas de Deus.

A obediência a Virgem Maria e a graça divina

Bodas de Caná (Jo 2, 1-12).

No Céu, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a ser filho da Santíssima Virgem Maria, por isso, conserva a “submissão e a obediência do mais perfeito de todos os filhos para com Maria, a melhor das mães”1. Todavia, Nossa Senhora, está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus. Logo, não Lhe impõe como uma mãe da Terra faz a seu filho. “Maria está toda transformada em Deus pela graça e pela glória, que transformam n’Ele todos os santos. Por isso não pede, não quer, não faz nada que seja contrário à eterna e imutável vontade de Deus”2. Consequentemente, o Senhor não resiste nunca à oração de sua Mãe, porque é sempre humilde e conforme à Sua vontade.

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Jesus Cristo viveu pouco tempo na Terra e os poucos anos que nela passou, viveu quase sempre em submissão e obediência à sua Mãe. Mas, tendo morrido cedo, viveu muito3, mais do que Adão, cujas erros veio reparar, embora este tenha vivido muito mais tempo. “Jesus Cristo viveu muito porque viveu bem unido e submisso à sua Santa Mãe, para obedecer a Deus seu Pai”4. Jesus viveu muito porque quem honra Maria, sua Mãe, até se submeter a Ela, a obedecer-lhe em todas as coisas, torna-se muito rico, pois amontoa diariamente tesouros5. “É no seio de Maria, que encerrou e gerou um homem perfeito e que pôde conter Aquele que nem o universo inteiro pode compreender nem conter, é no seio de Maria, digo, que os jovens se tornam velhos anciãos em luz6, em santidade, em experiência e em sabedoria, e que atingem em poucos anos a plenitude da idade de Jesus Cristo”7.

Como Jesus Cristo, os eleitos são submissos e obedientes à Santíssima Virgem, como à sua boa Mãe. Nisto seguem o exemplo de Jesus Cristo, que, dos trinta e três anos que viveu na Terra, empregou trinta a glorificar seu Pai por uma perfeita e inteira submissão à sua Santa Mãe. Os eleitos obedecem os conselhos de Maria, como o pequeno Jacó seguiu os de Rebeca, que lhe disse: “Meu filho, segue os meus conselhos” 8. Estes obedecem como os serventes das bodas de Caná, a quem a Virgem Maria disse: “Fazei tudo o que meu Filho vos disser”9. Por ter obedecido à sua mãe Rebeca, Jacó recebeu a benção de seu pai Isaac como que por milagre10, pois por natureza não lhe cabia. Por sua vez, os convidados das bodas de Caná, por terem seguido as ordens de Nossa Senhora, foram honrados com o primeiro milagre de Jesus Cristo, que transformou água em vinho, a pedido de sua Mãe Santíssima11.

Assista vídeo do Play Canção Nova sobre “São Pascoal Bailão, mártir da obediência“:

São Luís Maria ensina que a verdadeira devoção à Santíssima Virgem é santa, pois nos leva a obediência à vontade de Deus. A devoção a Maria nos leva a evitar o pecado e a imitar as suas virtudes, particularmente “a sua profunda humildade, a sua fé viva, a sua obediência cega, a sua contínua oração, a sua mortificação universal, a sua pureza divina, a sua ardente caridade, a sua paciência heroica, a sua doçura angélica e a sua sabedoria divina”12. Por isso, para sermos obedientes à vontade de Deus, nos consagremos de todo coração a Nossa Senhora, que nos ajuda a viver a submissão e a obediência.

Assim, “todos os que até o fim dos séculos receberem a benção do Pai celeste e forem honrados com as maravilhas de Deus, não receberão essas graças senão em consequência da sua perfeita obediência a Maria. Os Esaús, pelo contrário, perdem a benção por falta de submissão à Santíssima Virgem”13. Por isso, não tenhamos medo de obedecer a Virgem Maria, pois ela nos pede a obediência à voz do Senhor: “Fazei tudo o que meu Filho vos disser”14. Obedeçamos a Nossa Senhora, pois ela não pede, não quer, não faz nada que seja contrário à eterna e imutável vontade de Deus”15. Rezemos constantemente a Virgem Santíssima, especialmente o Santo Rosário, pois o Senhor não resiste nunca à oração de sua Mãe, que é sempre humilde e conforme a vontade de Deus. Nossa Senhora, Rainha da Obediência, rogai por nós!

Referências bibliográficas:

2 Idem, ibidem.

3 Cf. Sb 4, 13.

4 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 156.

5 Cf. Eclo 3, 5.

6 Cf. Sl 91, 11.

7 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 156.

8 Gn 27, 8.

9 Jo 2, 5;

10 Cf. Gn 27, 27.

11 Cf. Jo 2, 1-11.

12 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 108.

13 Idem, 198.

14 Jo 2, 5;

15 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 198.

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