Maria, a Virgem do Rosário

Maria, a Mãe da Igreja, é conhecida e invocada pelos cristãos como Virgem do Rosário.

Por que Maria é conhecida pelo título de Virgem do santo Rosário?Há muitos séculos, os fiéis católicos tem na devoção a Santíssima Virgem Maria e na recita do Rosário o seu refúgio em meio aos sofrimentos, incertezas, dificuldades. Segundo a tradição, o Rosário foi revelado por Nossa Senhora numa aparição a São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, no século XIII, quando ele se preparava para enfrentar os hereges albingenses. Da São Domingos e da sua confiança na oração do Rosário, disse o Papa Leão XIII: “insigne pela integridade da doutrina, por exemplos de virtude e pelos seus labores apostólicos, ele se preparou com intrépida coragem para travar as batalhas da Igreja Católica, confiando não na força das armas, mas sobretudo na daquela oração que ele, por primeiro, introduziu sob o nome do santo Rosário” (Carta Encíclica Supremi Apostolatus Officio, 6).

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A eficácia e o poder da oração do Rosário foi experimentada de forma extraordinária também no século XVI, quando o grande força de guerra dos Turcos ameaçava impor a quase toda a Europa o jugo da superstição e da barbárie. Foi nesse contexto histórico que o Papa São Pio V, depois de estimular o povo a defenderem-se, “dirigiu todo o seu zelo a obter que a poderosíssima Mãe de Deus, invocada por meio do santo Rosário, viesse em auxílio do povo cristão. E a resposta foi o maravilhoso espetáculo então oferecido ao Céu e à terra; espetáculo que empolgou as mentes e os corações de todos!” (Idem, 7).

Por um lado, os fiéis estavam prontos a dar a vida e a derramar o sangue pela defender a religião e a pátria. Por outro, homens e mulheres indefesos, “com piedosa e suplicante falange, invocavam Maria, e com a fórmula do santo Rosário repetidamente a saudavam, a fim de que assistisse os combatentes até à vitória” (Idem, ibidem). Nossa Senhora, movida por essas preces, os socorreu: a frota dos cristãos, depois de travar batalha perto de Lepanto, sem graves perdas, alcançou uma esplêndida vitória. Para perpetuar a lembrança da graça obtida, o Papa Pio V decretou que o dia aniversário daquela grande batalha, dia 7 de outubro de 1571, fosse celebrado em honra da Virgem das Vitórias. No ano seguinte, Gregório XIII consagrou a festa sob o título do Rosário.

Os cristãos, nos momentos de apreensão e de incerteza, sempre recorrem primeiro a Virgem Maria, se refugiam na sua maternal bondade. Isto demonstra a firmíssima esperança e a plena confiança que a Igreja Católica, com toda razão, sempre depositou na Mãe da Igreja. “A Virgem Imaculada, escolhida para ser Mãe de Deus, e por isto mesmo feita Co-Redentora do gênero humano, goza junto a seu Filho de um poder e de uma graça tão grande, que nenhuma criatura, nem humana nem angélica, jamais pôde nem jamais poderá atingir uma maior” (Idem, 3).

Assim, com a certeza de que a maior alegria para a Virgem Maria é ajudar e consolar todos os fiéis que invocam o seu socorro, não duvidemos de que ela deseja acolher, com prazer, os votos de toda Igreja. Com esta certeza, rezemos com confiança, pedindo o auxílio da Virgem do Rosário para as nossas necessidades, dificuldades, sofrimentos. Confiemos a Nossa Senhora também as causas impossíveis, os momentos de angústias e incertezas, como aqueles que os cristãos viveram e continuam a viver. Confiemos nossas orações a Mãe da Igreja, pedindo pela paz no mundo, pelo fim das guerras e da violência, por tantos outros males que assolam a humanidade. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

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