Meditemos sobre a Páscoa do Senhor Jesus Cristo neste ano dedicado especialmente a Virgem Maria.

Neste Tempo Pascal deste Ano Mariano, no qual comemoramos os 300 anos de Aparecida e os 100 anos das aparições de Fátima, meditemos sobre a Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo e à luz da fé inabalável da Santíssima Virgem Maria. Esta meditação torna-se ainda mais significativa e oportuna, pois estarmos comemorando a Páscoa neste mês dedicado a Nossa Senhora. Além disso, foi justamente no dia 13 de Maio que a Senhora do Rosário apareceu aos Três Pastorinhos de Fátima, Portugal.

Meditemos sobre a Páscoa do Senhor Jesus Cristo neste ano dedicado especialmente a Virgem Maria.

Aparição de Jesus ressuscitado a Virgem Maria

Esta meditação torna-se ainda mais especial se praticamos a Devoção dos Primeiros Sábados, em reparação das ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria. Pois, uma dessas práticas reparadoras é a meditação de 15 minutos a respeito de um ou mais mistérios do Santo Rosário. Este texto que se segue, uma transcrição e adaptação de um vídeo do Padre Paulo Ricardo sobre “A fé de Maria no Ressuscitado”, pode nos ajudar a meditar sobre a Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo, que a Igreja Católica comemora durante cinquenta dias.

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Oração preparatória:

Ó Imaculado e Sapiencial Coração de Maria, nós Vos oferecemos esta meditação, em reparação a todas as ofensas que recebeis pelos pecados cometidos por toda a Humanidade. E concedei-nos o dom de participar do júbilo glorioso do Vosso Imaculado Coração, inundado de inefável consolação, no momento em que foi restituído à alegria pela triunfal Ressurreição de Jesus. Amém[1].

O mistério da ressurreição e a fé da Virgem Maria

Domingo de Páscoa: Jesus Cristo ressuscitou! Que alegria saber que Ele está mais perto de nós do que nunca. Jesus ressuscitado é invisível. E as aparições do Ressuscitado na verdade tem uma finalidade: ressuscitar a fé dos discípulos. Pois, os discípulos infelizmente naufragaram na fé. Então, Jesus precisa aparecer para aqueles que não tinham fé e, assim, fundar novamente a fé da Igreja.

Algumas tradições piedosas dizem que Jesus teria aparecido para a Virgem Maria. Eu tenho minhas dúvidas a esse respeito, porque não era necessário que Ele aparecesse para ela. Pois, Nossa Senhora já tinha acesso a Ele, ressuscitado, através da fé. Sim, porque a fé é aquela realidade que nos une ao Ressuscitado.

Todas as vezes que nós fazemos com que haja um ato de fé exercida, ali existe um toque do Ressuscitado. Ora, a fé da Virgem Maria é a maior fé que qualquer criatura já teve. E, portanto, quando seu Filho ressuscita, ela já está imediatamente em contato com Ele, invisível é verdade, porém, mais presente do que tudo. Esta é a verdade da ressurreição de Cristo.

A presença do Ressuscitado e a nossa fé

Olhamos à nossa volta e tudo parece que está mais vivo do que Jesus. E, no entanto, Ele é a vida que sustenta tudo que vive. O Ressuscitado está presente, especialmente se estamos em estado de graça, se nos confessamos para a Páscoa, se estamos em amizade com Deus. O Cristo, com as suas chagas de ressuscitado, está tocando-nos, num estado de amizade conosco e está presente. Em cada ato de fé que realizamos, há um toque da graça em que a nossa inteligência é iluminada e a nossa vontade é convidada. Essa ação divina faz com que nos unamos ao Ressuscitado.

Se infelizmente não fizemos a nossa Confissão, se não estamos em estado de graça, saibamos que até mesmo o fato de agora estarmos em contato com essas palavras e cremos verdadeiramente nelas, significa que Ele está em nós, ressuscitado, tocando-nos no mais íntimo da nossa alma, na essência da nossa alma. Ele está mais dentro de nós do que nós mesmos. Ele é o “interior intimo meo[2], diria Santo Agostinho. Ele é o mais íntimo do meu interior. Saibamos que não estamos sozinhos. Ele ressuscitou!

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “A fé de Maria no Ressuscitado”:

A presença de Jesus Cristo e o fim da solidão

Com a ressurreição de Cristo acabou toda a solidão. Não existe mais solidão. Quando nos sentimos sozinhos, quando experimentamos em casa aquela experiência psicológica de sentimento de solidão, saibamos que o que existe não é solidão. O que existe é esquecimento. Esquecemo-nos que Ele está presente em nós. Esquecemo-nos que Ele está ressuscitado conosco e de que Ele nos sustenta no ser.

Ele sustenta a nossa fé, pequenina e frágil, que está estremecendo em nosso coração neste momento. É Ele, sintamos o suave toque da graça do Ressuscitado que entra portas adentro em nosso coração, como entrou nas portas do Cenáculo, e diz para nós: a paz esteja convosco. Não tenhais medo! (cf. Lc 24, 36-38). Que esta mensagem do Cristo seja mensagem de Páscoa e de ressurreição para nós. Recebamos esta mensagem e façamos em nosso coração um ato de fé. É Ele que está nos tocando. Ele diz: A paz! Eu vos dou a minha paz. Não vo-la dou como dá o mundo, uma paz que na verdade é a paz do cemitério. Não! É uma nova paz, de uma vida verdadeira, que mesmo assassinada pelos pecadores, vitoriosa vive no coração daqueles que creem. Uma santa, abençoada e feliz Páscoa!

Oração a Jesus Cristo ressuscitado

Ó Senhor Jesus que na verdade ressuscitastes; é certíssimo que sois o Deus todo-poderoso, pois um homem morto não pode ressuscitar-se; e que só Deus, que dispõe da vida e da morte, é capaz de semelhante prodígio. Vossa Ressurreição gloriosa garante a nossa fé, porque se Jesus é Deus, divina é a Sua Religião, divino é o Evangelho, divina é a Igreja que fundou sobre a rocha de São Pedro. Seguindo a luz de minha fé, guia infalível, fazendo os sacrifícios que ela me pede, sei que é nada disso em vão, porque “Jesus Cristo, minha esperança, ressuscitou! Aleluia!”[3]

Ó Imaculado Coração de Maria, que se alegrou pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, rogai por nós!

Links relacionados:

TODO DE MARIA. A devoção ao Coração de Jesus e o Coração de Maria.

TODO DE MARIA. A devoção dos cinco primeiros sábados.

TODO DE MARIA. A reparação ao Imaculado Coração de Maria.

Referências:


[2]  SANTO AGOSTINHO. Confissões, III, 6, 11.

[3]  ARAUTOS. Op. cit.

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