Meditemos sobre o mistério da Assunção da Virgem Maria e a sua glória no Reino dos Céus: “…me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1, 48-49).

Na primeira Leitura da solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria aos Céus, a Liturgia saúda a Mãe de Deus aplicando-lhe as palavras do livro do Apocalipse de São João: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1). Nesta visão profética, essa Mulher excepcional aparece grávida, esperando um filho, e em luta contra o “dragão” o eterno inimigo de Deus e dos homens (v. 2-3).

Meditemos sobre o mistério da Assunção da Virgem Maria e a sua glória no Reino dos Céus: “...me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1, 48-49).

Guido Reni, Assunzione di Maria Vergine, 1615-1620, Chiesa di S.Ambrogio, Genova.

Este contraste entre a luz e as trevas, entre a glória e a guerra, faz-nos pensar nas palavras dirigidas por Deus à serpente enganadora: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15). Tudo isto se realizou por meio de Maria Santíssima, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, contra quem se precipitou Satanás, que foi definitivamente vencido por seu divino Filho. Continue lendo…

Saibamos por que a Virgem Maria é Mãe da Igreja e quais as consequências espirituais da sua maternidade sobre nós.

No dia 13 de Maio de 1967, o Papa Paulo VI declarou solenemente, através da “Exortação Apostólica Signum Magnum”, que a Santíssima Virgem Maria é Mãe da Igreja e modelo de todas virtudes. Em decorrência dessa declaração, no dia 3 de Março de 2018, o Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, publicou e comentou oficialmente o “Decreto sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, no Calendário Romano Geral”. O Decreto foi promulgado no dia 11 de Fevereiro de 2018, na memória da Bem-aventurada Virgem Maria de Lurdes, em conformidade com a decisão do Papa Francisco.

Saibamos por que a Virgem Maria é Mãe da Igreja e quais as consequências espirituais da sua maternidade sobre nós.

Detalhe do mosaico da “Mater Ecclesiae” (Mãe da Igreja).

A partir da promulgação do Decreto, a Memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, deve ser celebrada em toda a Igreja Católica de Rito Romano na segunda-feira depois da Solenidade de Pentecostes, que este ano será no dia 21 de Maio.

Apesar de ser doutrina da Igreja Católica, há pessoas que não compreendem por que a Virgem Maria é Mãe da Igreja. Outras têm a tendência de dizer que ela é membro da Igreja e, portanto, não pode ser Mãe da Igreja. Para compreender melhor a questão, vejamos quais são as razões teológicas que fundamentam a afirmação de que Nossa Senhora é verdadeiramente Mãe da Igreja. Continue lendo…

Olhemos para a Virgem Maria e meditemos sobre vocação materna como consagração, como entrega amorosa a Deus e aos seus desígnios.

Para a Igreja Católica, ser mãe é, antes de tudo, uma vocação. De forma semelhante à vida religiosa, a maternidade é uma vocação na qual há uma consagração, uma entrega amorosa de toda a vida. A maternidade é um sacrifício de toda a vida, por amor ao esposo e aos filhos.

Olhemos para a Virgem Maria e meditemos sobre vocação materna como consagração, como entrega amorosa a Deus e aos seus desígnios.

Nossa Senhora de Fátima

Vemos essa entrega total na vida da Virgem Maria. Em obediência à Palavra de Deus, Nossa Senhora acolheu a sua vocação privilegiada, mas nada fácil, de esposa e mãe da Sagrada Família de Nazaré. Colocando-se ao serviço de Deus, ela colocou-se também ao serviço dos homens: um serviço de amor. “Este mesmo serviço permitiu-Lhe realizar na sua vida a experiência de um misterioso, mas autêntico ‘reinar’. Não é por acaso que ela é invocada como ‘Rainha do céu e da terra’”[1].

Toda a Igreja católica invoca Nossa Senhora como “Rainha”, bem como muitas nações e povos. “O seu ‘reinar’ é servir! O seu servir é ‘reinar’!” Dessa forma deveria ser entendida toda a autoridade, tanto na família, como na sociedade e na Igreja. Continue lendo…

Os títulos da Mãe do Salvador: Nova Eva, Corredentora e Medianeira de todas as graças, e a sua participação na obra da salvação da humanidade e em nossa vida interior. 

A devoção a este ou aquele santo não é obrigatória. Mas, com a Virgem Santíssima não é assim. Desde o tempo dos apóstolos, a Igreja ensina que Nossa Senhora possui um papel determinante na salvação da humanidade.Os títulos da Mãe do Salvador: Nova Eva, Corredentora e Medianeira de todas as graças, e a sua participação na obra da salvação da humanidade e em nossa vida interior. 

O padre Reginaldo Garrigou-Lagrange, em seu livro “La Madre del Salvador e Nuestra Vida Interior” [“A Mãe do Salvador e Nossa Vida Interior”][1], explica com grande profundidade teológica por que se invoca Nossa Senhora como “corredentora” e “medianeira de todas as graças”, desde tempos antiquíssimos. Continue lendo…

Conheçamos o extraordinário poder da Virgem Maria no combate contra os demônios e em nossa luta para vencer as tentações.

Santo Afonso Maria de Ligório diz, com muita razão, que a Santíssima Virgem Maria é comparada a um exército em ordem de batalha, porque ela sabe ordenar o seu poder e a sua misericórdia para confusão dos inimigos infernais e benefício dos seus devotos. Felizes de nós, se nas tentações recorrermos sempre a esta Mãe divina e imaculada, invocando o seu doce nome juntamente com o de seu Filho Jesus Cristo.

Conheçamos o extraordinário poder da Virgem Maria no combate contra os demônios e em nossa luta para vencer as tentações.

Theotokos de Vladimir

O ato de benevolência mais agradável a Virgem Maria é recomendarmo-nos muitas vezes a ela e colocarmo-nos debaixo da sua proteção, como faziam os primeiros cristãos: “Sub tuum praesidium confugimos, sancta Dei Genitrix – Sob tua proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus!” Continue lendo…

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