Meditemos com o Beato Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus sobre a noite escura vivida pela Virgem Maria no Sábado Santo.

“Eis ai a tua Mãe… E desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa” (Jo 19, 27).

Junto da cruz, a Virgem Santíssima estava de pé, invadida pela dor, mas grande e forte, toda fortaleza. Ao lado dela estava João, sofrendo também (cf. Jo 19, 25). Entre todos os que Jesus tinha escolhido, ele era o único junto da cruz. Agora João toma posse da Virgem Maria, torna-a sua. Que audácia, que graça, mas nestes momentos que peso também tão doloroso…! Leva-a consigo.maria-esperanca-na-noite-escura

Maria permanece digna, inteira. Tinha sido concebida imaculada: era totalmente pura e forte. Não sentia a menor debilidade na sua vontade, mas que dor no seu coração e que angústias no seu espírito! O seu Filho, o Verbo encarnado, o seu Rei, estava morto; tinham-no depositado num sepulcro, como a um morto; estava morto, como bem o indicava a ferida do lado. Não havia lugar para criar ilusões, nem sequer para o amor mais ardente que sempre quer esperar. Jesus estava morto e ela, agora, nem sequer tinha o seu corpo. Estava só! Continue lendo…

Meditemos e contemplemos a Santíssima Virgem Maria, a Rainha do Carmelo, com Santa Elisabete da Trindade.

No dia 14 de Agosto de 1906, já na cela de enfermaria, Santa Elisabete da Trindade (1880-1906) – também conhecida como Santa Isabel da Trindade – anunciou à Madre Maria de Jesus, então Prioresa do Carmelo de Dijon, na França, que no dia seguinte à noite, começaria o seu retiro anual, o último de sua vida, como ela sabia muito bem:

Alegro-me por vos reencontrar nesta minha grande viagem: parto, com a Virgem Santa na tarde da sua Assunção, a fim de me preparar para a vida eterna; a Nossa Madre [Madre Germana] fez-me tanto bem ao dizer-me que este retiro ia ser o meu noviciado do Céu, e que a 8 de Dezembro [quinto aniversário da sua tomada de hábito], se a Santíssima Virgem me visse pronta, me haveria de revestir com o manto de glória. Cada vez me atrai mais a Beatitude: entre mim e o Mestre de nada mais se trata senão disso, e todo o seu cuidado é o de me preparar para a vida eterna[1].

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Meditemos sobre a Bem-aventurada Virgem Maria como modelo de fé para toda a Igreja Católica.

Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina que a Santíssima Virgem Maria é modelo insuperável de fé para toda a Santa Igreja Católica. Pois, ela teve uma fé tão viva que excedeu a de todos os homens e a de todos os anjos. Ela viu seu Filho Jesus Cristo sujeito a tantas as misérias humanas e, mesmo assim, sempre o reconheceu por verdadeiro Deus e Senhor.

Meditemos sobre a Bem-aventurada Virgem Maria como modelo de fé para toda a Igreja Católica.

A visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel.

Diante dessas verdades, se quisermos ser dignos filhos da Mãe de Deus, imitemo-la na virtude da fé, bem como em todas as demais virtudes. Exercitemo-nos em fazer contínuos atos de fé e vivamos segundo as verdades da fé da Igreja Católica, pois “a fé sem as obras é morta” (Tg 2, 26). Continue lendo…

Meditemos sobre as razões de a Virgem Maria glorificar a Deus com um trecho do comentário de São João Eudes ao Magnificat.

No final de sua vida, São João Eudes terminou sua obra sobre o Coração admirável da Santíssima Virgem Maria, na qual nos deixou seu comentário ao Magnificat, também conhecido como o Cântico de Maria, no qual ela glorifica a Deus, seu Senhor e Salvador.

Fundador da Congregação de Jesus e de Maria, atualmente conhecida pelo nome de Congregação dos Eudistas, São João Eudes consagrou sua vida a suscitar e desenvolver a devoção aos dois Corações que abraçava no mesmo amor, o do Filho de Deus e o de sua Bem-aventurada Mãe, tão estreitamente unidos no mistério da Encarnação.

Meditemos sobre as razões de a Virgem Maria glorificar a Deus com um trecho do comentário de São João Eudes ao Magnificat.

A visitação da Virgem Maria à sua prima Santa Isabel.

O comentário de São João Eudes ao Magnificat foi extraído do capítulo 10 da obra intitulada “O Coração admirável da sacratíssima Mãe de Deus”, que trata detalhadamente das razões de ser da devoção ao Coração de Maria. O capítulo em questão foi terminado algumas semanas antes de sua morte. “Hoje, vinte e cinco de julho de 1660, escreve ele, Deus me fez a graça de terminar o meu livro”, com sentimentos de uma paz profunda e de uma confiança sem limites na misericórdia de Jesus e de Maria. Continue lendo…

Meditemos sobre a plenitude da maternidade espiritual da Virgem Maria sobre todos e cada um de seus filhos.

A plenitude da maternidade espiritual da Santíssima Virgem Maria está intimamente ligada à sua incomparável santidade. Para conhecer a santidade da Virgem, é preciso aproximá-la do Verbo encarnado. Nós não tentaremos descrever a glória de que ela goza no Céu, esta glória que a coloca acima de todas as glórias e lhe faz atribuir um culto de hiperdulia[1]. Queremos falar de seu papel que continua aqui na terra.

Convém recolocá-la aqui não ao lado do Verbo, mas ao lado do Espírito Santo. É Nosso Senhor quem vive na Igreja, mas a edificação do Corpo místico é atribuída mais especialmente ao Espírito Santo. Ora, por toda parte onde age o Espírito Santo, a Virgem age também, e o que nós atribuímos ao Espírito Santo deve ser atribuído à Virgem. Continue lendo…

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