Meditemos com Santo Afonso Maria de Ligório sobre o insondável mistério da Anunciação e a resposta generosa da sempre Virgem Maria.

O mistério da Anunciação do Arcanjo São Gabriel: “Ecce concipies in utero et paries filium, et vocabis nomen eius Iesum — Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31), foi coroado com a resposta da Santíssima Virgem Maria: “Ecce ancilla Domini, fiat mihi secundum verbum tuum — Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38) e o mistério da Encarnação do Verbo de Deus.

A Anunciação do Anjo a Virgem Maria

Podemos pensar que a reposta da Mãe de Deus aconteceu facilmente e que não houve uma reflexão a respeito desses elevados e sublimes mistérios. No entanto, a Santíssima Virgem ficou cheia de temor, pois foi colocada pela Anunciação do Anjo diante de uma decisão importantíssima. Não se tratava somente da decisão mais importante de sua vida, mas também de todo gênero humano. Continue lendo…

São José, Pai de Jesus Cristo e Esposo da Virgem Maria, recebe na Igreja um culto de especial veneração devido aos singulares e sublimes privilégios que o adornaram.

O culto ao glorioso São José está intimamente com os privilégios de Pai de Jesus Cristo e Esposo da Santíssima Virgem Maria. São José foi o mais santo, o mais ilustre e o mais perfeito homem que o mundo já viu, é a criatura mais perfeita saída das mãos de Deus, depois da Santíssima Virgem. O mundo não o conhece e a história e não registra seus feitos heroicos. Até mesmo as Sagradas Escrituras pouco falam do humilde Carpinteiro, pai de Jesus Cristo (cf. Mt 13, 55). Entretanto, o mundo não viu homem maior, nem criatura mais perfeita. Acima de São José, só Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, e sua Mãe, Maria Santíssima. Abaixo dele estão todos os homens, desde os maiores patriarcas e profetas da Antiga Aliança (cf. Ex 19, 1ss), aos maiores santos da Nova Aliança (cf. Mt 26, 17-35). Criatura singular e privilegiada, São José foi Pai adotivo de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, e Esposo castíssimo da Virgem Maria, Mãe de Deus! Depois, da maternidade divina, não há dignidade maior dada a uma simples criatura.

O Santo Patriarca foi predestinado por Deus para participar de modo especialíssimo no mistério da Encarnação do Verbo. O Arcanjo São Gabriel, foi enviado “a uma virgem desposada com um varão que se chamava José – ad virginem desponsatam viro ciu nomen erat Joséph” (Lc 1, 27). Estas simples palavras do Evangelho Lucano definem São José, sua missão no mistério da salvação dos homens e os singulares e sublimes privilégios que o adornaram. São José era o esposo virginal de Nossa Senhora, a Mãe do Verbo de Deus encarnado, e o Pai adotivo, o guarda, o sustentáculo de Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Por isso, a Santa Igreja chama São José de Pai do Pai de todas as criaturas, de amparo de quem ampara o Universo, de senhor e governador do Senhor dos senhores, do Rei dos reis (cf. Ap 19, 16). Continue lendo…

A batalha espiritual entre a Mulher revestida de sol e o Dragão vermelho pode ser compreendida como a luta entre dois amores: amor e egoísmo.

Santo Agostinho diz que a história da humanidade consiste na luta entre dois amores: amor e egoísmo. Esta batalha espiritual entre amor e egoísmo está presente simbolicamente no livro do Apocalipse, na Mulher revestida de sol e no grande Dragão vermelho.A batalha espiritual entre a Mulher revestida de sol e o Dragão vermelho pode ser compreendida como a luta entre dois amores: amor e egoísmo.

Estas duas formas de interpretar a história da humanidade primeiramente nos ajudam a identificar de qual lado dessa batalha espiritual nós estamos lutando. A partir disso, somos chamados a fazer uma escolha entre o amor e o egoísmo, entre a Mulher e o Dragão. Pois, não há como conciliar essas realidades, pois são antagônicas, incompatíveis entre si. Continue lendo…

Descubra o significado e a importância das práticas do jejum, da esmola e da oração no tempo quaresmal.

Nesta Quaresma, somos chamados por Jesus Cristo a viver o jejum, a esmola e a oração, com coerência e autenticidade, para vencermos o egoísmo e a hipocrisia. Que esta Quaresma seja para nós um tempo de afastamento do pecado e do mundo, mas também de aproximação de Deus e dos irmãos. Não pensemos que tudo vai bem se estamos bem. Precisamos entender que o que conta não é a aprovação dos homens, a busca pelo sucesso em nossos empreendimentos, mas a pureza de nosso coração e a nossa comunhão com Deus. Dessa forma, reencontraremos a verdadeira identidade cristã, ou seja, “o amor que serve, não o egoísmo que se serve”[1]. Pois, o próprio Filho de Deus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela salvação de muitos (cf. Mc 10, 45).

Descubra o significado e a importância das práticas do jejum, da esmola e da oração no tempo quaresmal.

Foto: Wesley Almeida – cancaonova.com

Neste início do tempo quaresmal, caminhemos juntos, como Igreja, e recebamos as cinzas, recordando que também nós retornaremos às cinzas (cf. Gn 3, 19). Neste caminho espiritual, mantenhamos nosso olhar fixo no Crucificado. Pois, Jesus Cristo nos ama e nos convida a deixarmo-nos reconciliar com Deus (cf. 2 Cor 5,20), a nos voltar para Ele de todo coração, para assim nos encontrar com nossos irmãos. Continue lendo…

Conheça heroica e inspiradora história de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, que ficou conhecido como o santo dos jovens, dos milagres, do sorriso.

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores nasceu em 1º de Março de 1838, em Assis, na Itália, e foi batizado no mesmo dia, com o nome de Francisco, em homenagem a São Francisco, o Pobre de Assis. De família numerosa, ele foi o décimo primeiro filho de uma família de treze irmãos. Seu pai, o advogado Sante Possenti, exercia o cargo de prefeito na época de seu nascimento. Sua mãe, Angese Frisciotti, que pertencia a uma família de nobre ascendência, morreu quando ele tinha apenas quatro anos.

Conheça heroica e inspiradora história de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, que ficou conhecido como o santo dos jovens, dos milagres, do sorriso.

São-Gabriel-de-Nossa-Senhora-das-Dores

Quando tinha apenas três anos de idade, foi com sua família para Spoleto, onde passou sua infância e adolescência. Nessa simpática cidadezinha, Francisco se distinguiu por seu caráter vivaz, cheio de afeto, gentil, palavra fácil e cheia de graça, voz sonora e olhar penetrante. Seu diretor espiritual, o padre Norberto Cassinelli, descreveu dessa forma o Santo: “Reunia em si muitos dotes dificilmente encontráveis numa só pessoa. Era em verdade belo de alma e de corpo”[1]. Apesar de possuir um coração propenso à generosidade e à simpatia, imperava no espírito de Francisco um temperamento indominável. Quando contrariado, seu temperamento se exteriorizava em ímpetos de cólera. Continue lendo…