No Concílio Vaticano II, a Virgem Maria é exaltada pela graça de Deus acima de todos os anjos e de todos os homens, logo abaixo do seu Filho Jesus Cristo.

A partir do século XIX, uma grande onda de devoção mariana surge na Igreja. A proclamação dos dogmas marianos da Imaculada Conceição, em 1848, e da Gloriosa Assunção de Maria, em 1950, se dão em um contexto que foi marcado pelos recentes santuários marianos na Europa, particularmente Lourdes e Fátima. Esta onda de devoção esteve ligada a uma das correntes teológicas de mariologia, dita maximalista, que teve influência no Concílio Vaticano II; tendo, porém, que se harmonizar no Concílio com uma teologia renovada, que era emergente (cf. LAURENTIN, 1969, p.11).

No concúiclio Vaticano II, a Virgem Maria é exaltada pela graça de Deus acima de todos os anjos e de todos os homens, logo abaixo do seu Filho Jesus Cristo.

Nossa Senhora, Mãe da Igreja

A corrente teológica que primava pelo maximalismo mariano, via no Vaticano II uma oportunidade para a proclamação de um quinto dogma mariano através do título de corredentora. Uma segunda corrente teológica, emergente no Concílio e ligada à teologia renovada, com ênfase nas fontes bíblico-patrísticas, tendia a preocupar-se mais em purificar abusos ou deturpações na devoção mariana que pudessem prejudicar a ação pastoral da Igreja e o diálogo ecumênico (cf. LAURENTIN, 1969, p.11).

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07. setembro 2017 · Comentários desativados em A festa da Natividade de Maria Santíssima · Categories: A Devoção a Maria, Igreja Católica

Alegremo-nos na festa da Natividade de Maria Santíssima, a Mãe do Salvador e a Medianeira de todas as graças.

No dia 8 de Setembro, celebramos a festa da Natividade da Santíssima Virgem Maria. Esta celebração acontece nesta data justamente porque nove meses antes, no dia 8 de dezembro, temos a solenidade da Imaculada Conceição. Na celebração do nascimento de Nossa Senhora, a Igreja Católica se enche de alegria e esperança porque veio ao mundo a Mãe de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. A Virgem de Maria é a aurora resplandecente que surgiu na plenitude dos tempos (cf.  4, 4), prenunciando a vinda de Cristo, o Sol da Justiça (cf. Ml, 3, 20).

Alegremo-nos na festa da Natividade de Maria Santíssima, a Mãe do Salvador e a Medianeira de todas as graças.

Natividade de Maria Santíssima

É justo que o nascimento da Virgem de Nazaré seja celebrado por toda a Igreja Católica. Pois, de modo semelhante a seu Filho Jesus Cristo e São João Batista, que também têm seus nascimentos celebrados, a Menina Maria nasceu sem a mancha do pecado original. O Menino Jesus assim nasceu porque é Deus e João Batista pela graça da purificação ainda no ventre de Santa Isabel (cf. Lc 1, 41.44). Por sua vez, Maria Santíssima nasceu sem a mancha do pecado original pela graça especialíssima da Concepção Imaculada[1], no ventre de Santa Ana. Continue lendo…

Saiba quais são os fundamentos bíblicos e teológicos do dogma da Assunção da Beatíssima Virgem Maria.

Neste artigo, respondemos as perguntas do leitor Kleber de Aguiar a respeito dos fundamentos do dogma da Assunção da Santíssima Virgem Maria. Na proximidade da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, é significativo que meditemos sobre os ensinamentos da Igreja Católica a respeito desse sublime e elevado mistério. Nesse sentido, as perguntas de nosso Leitor são muito oportunas:

Saiba quais são os fundamentos bíblicos e teológicos do dogma da Assunção da Beatíssima Virgem Maria.

Nossa Senhora da Assunção

Quais são os relatos (fontes, etc) nos quais são baseados o dogma mariano da Assunção de Nossa Senhora aos Céus e o fato Dela, Nossa Senhora, ter tido uma morte praticamente indolor (“Dormição da Beatíssima Virgem Maria”)? Como a Igreja atestou a veracidade divina dos mesmos?

Para responder essas perguntas recorremos à Tradição da Igreja, ao testemunho teólogos e santos, ao Magistério da Igreja e às Sagradas Escrituras. Continue lendo…

Conheça a belíssima história de São Francisco com a igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula.

A história da igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula é um capítulo importante da vida de Giovanni di Pietro di Bernardone, que ficaria mundialmente conhecido como São Francisco de Assis. Este Santo homem, pequeno em estatura, humilde no pensamento e menor por vocação, “escolheu para si e para os seus um pedacinho do mundo, enquanto aqui tinha de viver, pois não poderia servir a Cristo sem ter alguma coisa do mundo. E não foi sem presciência do oráculo divino que o lugar se chamou Porciúncula (pequena porção) desde os tempos antigos, lugar que deveria caber por sorte àqueles que deste mundo não queriam ter quase nada”1.

Conheça a belíssima história de São Francisco com a igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula.

Detalhe interno da igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula

Nele foi construída uma igreja dedicada a Santíssima Virgem Maria, que por sua humildade singular mereceu ser cabeça de todos os santos logo depois de seu Filho. Em Santa Maria dos Anjos teve início a Ordem dos Frades Menores, aí se levantou a nobre estrutura de inumerável multidão de irmãos, como que sobre um fundamento estável. “O santo teve uma preferência especial por esse lugar, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e quis que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem na humildade e na altíssima pobreza, deixando sua propriedade para outros e reservando para si e para os seus apenas o uso”2. Continue lendo…

Saiba qual é a razão mais profunda da devoção a São Joaquim e Santa Ana, os santos pais de Maria Santíssima.

No dia 26 de Julho, celebramos a festa de São Joaquim e Santa Ana, as almas venturosas a quem, depois de Deus, a Santíssima Virgem Maria é devedora de tudo quanto possui. Por essa razão, deduzimos o quanto deve agradar Nossa Senhora o nosso amor e veneração para com estes Santos. Pois, como disse o Rei Salomão: “A glória dos filhos são seus pais – Gloria filiorum patres eorum” (Pr 17, 6).

Saiba qual é a razão mais profunda da devoção a São Joaquim e Santa Ana, os santos pais de Maria Santíssima.

São Joaquim, Santa Ana e a Santíssima Virgem Maria

Sendo assim, se amamos a Mãe de Deus, sejamos também devotos de seus santos pais. Agradeçamos muitas vezes a Santíssima Trindade os dons, as graças e os privilégios que concedeu a Joaquim e Ana, e os invoquemos em nossas necessidades. Procuremos principalmente imitar as suas virtudes, especialmente o amor que nutriam pela sua santíssima filha, a Virgem de Nazaré. Continue lendo…

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